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ES passa por epidemia de dengue; 34 mil casos registrados

19/11/2008 - 20h14 (Daniella Zanotti - )

foto: Divulgação
Maior incidência de chuvas favorece ambientes propícios para o aparecimento de larvas da dengue
Com o aumento de chuvas no Estado, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) faz um alerta para a possibilidade do aumento de infestação dos mosquitos da dengue. O Espírito Santo está passando pela segunda maior epidemia da doença registrada no Estado, atrás apenas da ocorrida em 1998, com a incidência de 39.329 casos.

De janeiro até a primeira quinzena de novembro deste ano, o número de casos da doença chegou a 34.364, um aumento de mais de 300% se comparado ao mesmo período de 2007, quando houve 10.447 notificações. A dengue hemorrágica também preocupa. Foram 410 casos notificados, com 67 confirmações e seis óbitos.

Para conter o crescimento dos casos, têm início na próxima segunda-feira (24) e se estende até o domingo (30) a Semana Estadual de Eliminação de Focos do Aedes aegypti. A proposta é fazer com que Estado e os municípios atuem em conjunto com o objetivo de eliminar os focos e potenciais criadouros do mosquito transmissor da dengue.

Entre os dias 20 e 24 de outubro, a Sesa coordenou o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa),
foto: Daniela Zanotti
"Nós precisamos eliminar os focos, porque com as condições climáticas favoráveis, teremos uma multiplicação muito acelerada do mosquito e se não controlarmos essa procriação também ocorrerá com a doença, que a cada ano vem mais grave e com maior número de mortes. A dengue não é mais uma doença banal. Todo cuidado é pouco", destacou o secretário da Saúde, Anselmo Tozi.
uma ferramenta desenvolvida pelo Ministério da Saúde (MS) cujo objetivo é mostrar o quadro do mosquito transmissor da dengue. Desde 2005 a pesquisa é realizada em Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Linhares, Serra, Vila Velha e Vitória. Os critérios de seleção dos municípios levam em consideração a grande concentração populacional (mais de 100 mil habitantes).

Os resultados revelaram a grande proporção de áreas desses municípios que foram classificadas como em estado de alerta para ocorrência da dengue, ou seja, apresentaram índice de infestação predial que variam de 1% a 3,9% - de cada 100 domicílios, entre um e quase quatro abrigam larvas do Aedes aegypti.

Em Vitória e Vila Velha foram detectadas áreas de risco de surto. Mas também está ocorrendo a interiorização da doença. O mosquito está presente hoje em 67 dos 78 municípios do Espírito Santo. "Nós tínhamos os casos quase todos concentrados na região metropolitana. Hoje estão dispersos por todo o Estado", alertou a presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-ES) e secretária de Saúde de Vila Velha , Márcia Andriolo.

A secretária também salientou que os profissionais de saúde precisam participar dos treinamentos oferecidos pelo Governo e pelas prefeituras. "Muitas vezes não há interesse. Oferecemos 30 vagas e só aparecem 10 pessoas interessadas. A responsabilidade de combater a dengue é de toda a sociedade", disse Andriolo.

De junho a dezembro deste ano, a meta da Sesa é oferecer um treinamento para mais de mil profissionais envolvidos no controle da doença. O secretário da Saúde, Anselmo Tozi, também destacou que além da capacitação de médicos, pediatras, clínicos gerais e enfermeiros da rede pública, os profissionais dos hospitais particulares também vão receber orientações sobre como lidar com a doença.

"Os profissionais da rede pública, principalmente os médicos, estão muito acostumados com o manejo, foram bem treinados, e na rede privada há um menor número de casos que buscam atendimento, portanto há menor experiência. Para compensar isso, nossa equipe irá aos hospitais fazer um treinamento", garantiu Tozi.

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros também irão atuar de forma articulada com a Sesa no combate aos focos do mosquito, principalmente nas áreas de difícil acesso. Outras parcerias também estão sendo realizadas com as secretarias municipais de Saúde, Obras, Limpeza Urbana, Educação e Meio Ambiente, além das associações de moradores e sindicatos.


Saiba como evitar a proliferação do mosquito

Lixo:

- Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada. Não jogue lixo em terrenos baldios;

- Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes latas, copos, garrafas vazias etc.;

- Mantenha o saco de lixo bem fechado e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana.

Plantas e jardins:

- Encha de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta;

- Se você não colocou areia e acumulou água no pratinho de planta, lave-o com escova, água e sabão. Faça isso uma vez por semana;

- Se você tiver vasos de plantas aquáticas, troque a água e lave o vaso principalmente por dentro com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana.

Caixas d'água, calhas e lajes:

- Não deixe a água da chuva acumulada sobre a laje;

- Remova folha, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas;

- Mantenha a caixa d'água sempre fechada com tampa adequada;

Tonéis e depósitos de água:

- Mantenha bem tampados tonéis e barris d'água;

- Lave semanalmente por dentro com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água;

- Lave principalmente por dentro com escova e sabão os utensílios usados para guardar água em casa como jarras, garrafas, potes e baldes.

Fonte: Sesa




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