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20/11/2008
  
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Amistoso - Um aliado fabuloso

20/11/2008 - 01h13 ( - )

Dunga se especializou em ser como aquele boxeador que está nas cordas, perto do nocaute, para logo, com um contra-ataque preciso, acertar o adversário e seguir em pé.

  No último jogo de 2008, a Seleção goleou Portugal, em Brasília, por 6 a 2, ontem à noite, e deu uma dose extra de oxigênio para seu treinador, que corria o risco de perder o emprego em caso de tropeço.

  Como já fizera contra o Chile, quando brilhou na vitória de 3 a 0 e tirou Dunga do sufoco, Luís Fabiano, o Fabuloso (como é conhecido), voltou a salvar a pele do chefe.

  Foi ele quem evitou as vaias e o já tradicional grito de "adeus Dunga" em tempo recorde. "É a missão dele fazer gols. Está na Seleção para isso", disse Dunga.

  Desatento, o Brasil sofreu o gol logo aos quatro minutos de jogo. Depois de cobrança de escanteio e uma confusão na área, a bola sobrou para Danny, que tocou de letra para abrir o placar.

  Quatro minutos depois, Robinho arrancou pela esquerda e tocou para Luís Fabiano empatar. E foi do atacante do Sevilla (Espanha) o gol da virada, aos 25 minutos.

  Depois de muito tempo, o Brasil de Dunga foi aplaudido para o vestiário ao final de um primeiro tempo em casa.  Afinal, a Seleção ainda não havia vencido no país nesta temporada e vinha de dois empates sem gols pelas Eliminatórias da Copa de 2010, contra Bolívia e Colômbia.

  A Seleção também não fazia gol em casa há três jogos. O último foi em novembro, na vitória de 2 a 1 sobre o Uruguai, no Morumbi (SP), pelas Eliminatórias. Os dois gols foram de Luís Fabiano.

  "A equipe teve um poder de reação muito grande. Saiu perdendo e mostrou tranqüilidade para construir um boa vitória", disse o Anjo da Guarda de Dunga.

  E os fãs da Seleção foram ao delírio no segundo tempo. Aos 11 minutos, quando, depois de bela troca de passes, entre Kaká, Robinho e Luís Fabiano, Maicon chutou, quase sem ângulo, para fazer 3 a 1.

  Dominado, Portugal levou o quarto gol aos 13 minutos, com Luís Fabiano concluindo, com oportunismo, na área.

  Já Cristiano Ronaldo, tão festejado pela torcida local desde sua chegada a Brasília, foi tratado como rival. Quando errou passe, tentou uma "firula" e perdeu disputa com Anderson, acabou vaiado. Os torcedores ensaiaram até uma provocação. Aparentando certa desatenção, o atacante português mais desfilou do que jogou nos 90 minutos.

  O fiasco português deu uma aliviada quando Simão, aos 17 minutos, descontou: 4 a 2. Mas era noite de goleada, e Elano fez o quinto gol, aos 20, num chute forte, da lateral.

  Adriano, que entrara no lugar de Luís Fabiano, encerrou, de cabeça, a goleada, aos 46 minutos: 6 a 2.

Jogadores pagam a dívida com a torcida

Após três jogos consecutivos sem vencer e sequer marcar um gol em território nacional, a seleção brasileira comemorou, e muito, a convincente goleada diante de Portugal por 6 a 2. Para boa parte do elenco, o expressivo resultado era o que "todos queriam". "Merecíamos uma vitória assim. Estávamos devendo uma apresentação como essa. O grupo todo está de parabéns", destacou o goleiro Julio César.  "Era o que todo mundo queria. Deu tudo certo para nossa equipe. Foi um excelente jogo da Seleção. Estou muito feliz. Encerramos o ano com um ótimo resultado", destacou Kaká, que evitou comemorar a vitória no duelo entre o atual e o futuro melhor jogador do mundo. "Não era um jogo do Kaká contra o Cristiano (Ronaldo)."


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