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Veja como proceder se o seu veículo foi clonado

     

20/07/2015 - 08h56 - Atualizado em 20/07/2015 - 08h58
Autor: Victor Muniz | [email protected]

Motoristas têm que provar que carro original é o dele, além de recorrer de multas

Foto: Paulo Rogério

Normalmente a pessoa descobre que o carro foi clonado quando recebe uma multa

Uma multa geralmente de outro estado – e que você não é o responsável –, desconfiança e uma sequência de dores de cabeça pela frente. Esse é o roteiro aproximado de quem é vítima de bandidos que clonam veículos no Estado.
Na grande maioria das vezes, a pessoa só vai descobrir que está sendo vítima desse tipo de crime quando recebe uma multa em casa, quase sempre de outros estados, e passa por uma verdadeira via-crúcis para provar sua inocência.
“A clonagem pode ser uma simples substituição de uma placa original pela de outro carro que esteja circulando, ou pode ser uma coisa mais complexa, com documento, placa, chassi, motor, tudo de outro carro”, explica o delegado José Virgílio, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV).
O transtorno começa na primeira providência, que é comprovar a clonagem, que acontece caso o carro “falso” seja apreendido em algum local. Então, a vítima vai precisar, primeiramente, provar que o carro dela é o verdadeiro, por meio de uma vistoria realizada na DFRV.
Após comprovação de que documentos e veículo são os originais, é preciso mudar de balcão e seguir até a Delegacia de Defraudações (Defa) registrar um boletim de ocorrência.
sem garantias O motorista prejudicado ainda precisa se encaminhar até o Detran-ES para que a situação seja comunicada ao órgão do estado onde foi registrada a multa e um alerta indicativo de clonagem seja emitido para os órgãos policiais.
Ainda assim, conforme explica o gerente operacional do Detran-ES, Maurício Becker, não há a garantia de que a multa será cancelada, visto que a decisão não é do órgão que expediu a infração.
“Como tem essa multa, a pessoa vai ter que recorrer ao órgão que a autuou. O que a gente faz é colocar um indicativo de clonagem e mandar para o órgão que autuou”, explicou.
Vistoria deve ser feita antes de comprar veículo
Alterar a placa, documento, chassi e até mesmo a numeração do motor de um carro para fazer um clone quase perfeito exige trabalho e envolve grande quantidade de pessoas.
Segundo o delegado José Virgílio, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), as quadrilhas que praticam esse tipo de crime costumam ser complexas e estruturadas.
“Você tem a pessoa que furta, vai para uma oficina, onde é feita a adulteração mecânica, e tem outra quadrilha que consegue o documento para esquentar o carro e o clone ficar perfeito. Ainda tem o que vende o carro como se fosse bom, são muitas áreas envolvidas”, afirmou Virgílio.
Objetivo
O delegado ressaltou que, normalmente, o objetivo de se clonar um carro é a revenda para pessoas inocentes, que compram o veículo acreditando ser regular.
“Normalmente, quem cai nessa situação são os inocentes, que compram, vêm fazer a vistoria, chegam com o carro adulterado aqui e aí vamos tentar descobrir quem o adulterou. Por isso, é importante fazer os procedimentos corretos antes de concluir a compra”, ressaltou José Virgílio.
Transtorno leva vítimas a pagar multa de vigaristas
O que você faria se estivesse no seu trabalho em Vitória e descobrisse que levou uma multa, no mesmo dia e horário, em Niterói, Rio de Janeiro?
Essa é a situação pela qual um jornalista está passando em Vitória. Segundo ele, em maio, chegou à sua residência uma comunicação de multa por estacionamento irregular.
“Eu estive em Niterói no mês de janeiro. Na data em que levei a multa eu estava trabalhando aqui em Vitória. O que me falaram é que os bandidos anotam a placa, o modelo e a cor do seu carro, enquanto você está trafegando, mandam fazer outra com os mesmos dados e colocam num carro igual”, explicou.
Após descobrir tudo o que precisava fazer, para ainda assim, não ter uma garantia de que essa multa seria cancelada, apesar de não saber o valor da infração, o jornalista diz que está pensando em pagar.
“O transtorno é tanto, que estou até mesmo pensando em pagar o valor da multa e nem recorrer. Eu ainda não sei o valor porque veio só a comunicação. Mas acho que vale mais a pena do que passar toda essa dor de cabeça”, afirmou.
Clonagens no Estado
Outros casos
Motorista multado mais de 70 vezes - Desde 2008, um motorista lutava na Justiça para provar que não cometeu mais de 70 infrações de trânsito. Ele teve o carro clonado em 2008 e, desde então, recebeu dezenas de multas que acumulavam mais de R$ 8 mil.
Policial preso com carro clonado - Um soldado da Polícia Militar foi preso por estar dirigindo um carro Honda Fit com placas clonadas, em 2011. O veículo era roubado e tinha o chassi e as placas clonadas de um carro do Rio de Janeiro.
Carros apreendidos - Em 2012, uma operação da polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em Cariacica. Cargas, carros e armas roubados foram apreendidos. 13 pessoas suspeitas de fazerem parte de uma quadrilha de roubo e clonagem de carros foram presas.
Quadrilha presa - Um ano depois, um funcionário do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Espírito Santo, um agente do Instituto Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) e a mulher dele, que é advogada, foram presos por integrarem uma quadrilha que realizava roubos de carros. Eles cometiam o crime na Grande Vitória e no interior do Estado e enviavam os veículos para cidades da Bahia e Rio de Janeiro, onde eram adulterados.

Fonte: Notícia Agora

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