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De drinque em drinque, de livro em livro...

     

08/12/2015 - 12h00 - Atualizado em 09/12/2015 - 10h12
Autor: Leandro Reis | [email protected]

Cachaçada Literária reúne 10 autores em sarau com bebidas exclusivas, hoje à noite

Foto: Fabrício Zucolotto

Autor de "Vácuo", poeta Caê Guimarães é inspiração do drinque Caêpirinha

Centenas de livros amontoam-se na estante e em cima da mesa do escritor que, recluso no quarto durante meses e meses, senta-se diante do computador para escrever um grande romance, livro que será lançado antes de um debate sisudo em alguma biblioteca ou livraria da cidade – e que só será lido por outros escritores.
Que nada. O lugar do escritor é na mesa do bar, segundo a Cachaçada Literária, que rola hoje à noite na Libre Casa Coletiva, em Vitória. Não que os livros não estejam lá. Muito pelo contrário – são a razão desse encontro, que reúne dez autores do Espírito Santo em um sarau com bons drinques, música e livros à venda.
Organizado pela editora Pedregulho em parceria com as escritoras Aline Dias e Juane Vaillant, além do apoio do Assédio Coletivo, o evento ainda tem a presença de Bárbara Depiantti, Caê Guimarães, Cora Made, Isabella Mariano, João Chagas, Jovany Salles Rey, Marília Carreiro e Saulo Ribeiro. Todos eles inspiraram drinques do barman Dhiego França. "Uma homenagem para tempos líquidos", diz o "realizado" Saulo Ribeiro, agora ligado oficialmente a uma boa birita.
Assim, você vai poder tomar uma Caêpirinha, um El Saulito, uma Bella's Tears, um Jovany Caliente. E, como um evento literário geralmente termina no bar, a galera decidiu fazer tudo de uma vez.
"Queremos tirar a literatura do pedestal e colocá-la no lugar que ela merece estar: no meio das pessoas, em ambientes descontraídos e divertidos", diz Marília Carreiro, escritora e editora da Pedregulho. A coisa toda começou, ela diz, no início de novembro com o projeto Picoleia, cuja ideia era vender livros em uma caixa de isopor.
"Em conversas despretensiosas, descobrimos talentos que, às vezes, não conseguem espaços nesses ambientes tradicionais. O molde limita as pessoas, cerca a literatura. O nosso objetivo é exatamente o contrário: garantir espaços em que todo o tipo de texto seja lido, passado adiante", diz.
E conversar sobre literatura, em espaço tradicional ou fora do comum, é interferir em tempos tão difíceis e polarizados. Para Marília, falar de literatura é falar sobre tudo, ainda que indiretamente.
"A literatura é um espaço de representação e, portanto, um espaço político por excelência. A literatura agrega em discurso, em forma de contar, em discussão. Mas na medida em que se produz conteúdo literário sobre esses conflitos e sobre temas sociais, ampliam-se as possibilidades de discussão. Você consegue alcançar as pessoas de uma outra forma, não apenas argumentativa, mas também sensorial", diz a escritora.
Cachaçada Literária
Quando: hoje, a partir das 18h.
Onde: Libre Casa Coletiva. Av. Robert Kennedy, 58, Itararé, Vitória.
Entrada: R$ 2.
Informações: (27) 3026-1556.

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