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Cresce a procura pela inseminação artificial entre as mulheres

A artista Karina Bacchi optou pela inseminação e está grávida de 4 meses e meio

Aos 40 anos e depois de alguns relacionamentos, a atriz Karina Bacchi revelou recentemente que está grávida. A artista chamou a atenção ao contar que decidiu pela fertilização in vitro, com produção independente. Ou seja, Karina optou por ser mãe sem um parceiro, e recorreu à doação de sêmen para realizar o desejo da maternidade.

A artista Karina Bacchi optou pela inseminação e está grávida de 4 meses e meio
A artista Karina Bacchi optou pela inseminação e está grávida de 4 meses e meio
Foto: Reprodução/Instagram

Embora a maioria das mulheres que busca tratamento para engravidar seja casada, os médicos que trabalham na área notaram um crescimento no número de mulheres solteiras que vai atrás da chamada “produção independente”.

O médico Carlyson Moschen, uma das referências em fertilidade no Estado, explica que há duas opções para as mulheres que buscam a maternidade solo. Uma delas é a inseminação artificial, em que a ovulação é monitorada e o sêmen é inserido diretamente no útero.

A outra é a fertilização in vitro, quando o óvulo é fertilizado fora do corpo da mulher, que recebe o embrião já pronto. Neste, as chances de engravidar são maiores, chegando a 55%, segundo o especialista.

Em ambas as alternativas, é necessário recorrer ao banco de sêmen, onde homens de diversas idades doam, voluntariamente, para que novas famílias sejam formadas. Existem poucos bancos no Brasil que atendem desde mães que optam pela produção independente até casais inférteis por diversos motivos.

O anonimato dos doadores de sêmen é garantido. Mas, no momento da escolha do material, as mulheres têm acesso a informações básicas de aspectos físicos do homem, como altura, peso, cor dos olhos e do cabelo, e também a outros dados como hobbies e nível de escolaridade. A partir daí, pode escolher o que prefere.

Também especialista na área, o médico Jules White diz que a prática tem sido muito procurada, uma vez que é aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

White ressalta ainda que as mulheres estão cada vez mais independentes e decididas. “Muitas delas não acham o parceiro adequado ao longo da vida, e não atribuem mais essa responsabilidade de ter filhos ao fato de terem parceiros. Elas resolvem realizar esse desejo por conta própria. São mulheres bem decididas, bem resolvidas, que obtiveram o sucesso profissional e têm base familiar boa, geralmente”, salientou.

No caso de Karina Bacchi, a ideia de ser mãe foi amadurecida com o tempo. Até poucos anos atrás, a atriz não pensava em ter filhos, mas mostrou-se prevenida, já que congelou os óvulos quando tinha 35 anos. “A gente nunca sabe o dia de amanhã”, chegou a declarar, em uma ocasião passada.

Os óvulos congelados permitiram que a artista recorresse à fertilização in vitro. O congelamento foi feito numa boa idade, segundo Carlyson Moschen.

“O ideal é que se congele prioritariamente antes dos 35. A fase ideal é dos 30 aos 32 anos, quando a mulher normalmente tem óvulos de boa qualidade. É possível congelar depois desta idade, mas pode não ser tão eficiente”, explicou o especialista.

Análise

"O amor se sobrepõe ao preconceito"

"A figura paterna é importante, mas existem outras figuras que podem fazer esse papel: um amigo, um avô, tio ou outra pessoa que esteja próxima da criança. Às vezes, é até uma avó que desempenha essa função – apesar de não suprir a figura masculina, é um terceiro que pode demonstrar um cuidado, um carinho.

É importante que a gente deixe claro que essas mulheres são esclarecidas, bem-resolvidas. Naquele momento da vida, desperta o desejo de serem mães, e elas descobrem que essa vontade é maior que a necessidade de buscar um parceiro.

Além de tudo, a melhor forma de lidar com os outros é mostrando que o maior ponto desta história é o amor pela criança, que se sobrepõe a qualquer preconceito", diz a psicóloga Patricia Assis Dummer.

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