Notícia

Mochilão por cinco Estados do Nordeste gastando R$1.150

Rota contemplou: 15 cidades, incluindo dois sertões, 14 praias, um rio e oito museus

Baía dos Golfinhos, no Rio Grande do Norte
Baía dos Golfinhos, no Rio Grande do Norte
Foto: Elis Carvalho

Viajar pelo Nordeste brasileiro sempre foi um sonho de infância. Comecei a traçar o mochilão, e as perguntas e opiniões desmotivadoras foram surgindo. “Mas mochilar sem carro é ruim”; “Mas deve ser muito caro”; “Mas vai ser cansativo”. E a mais comum: “Mas você vai sozinha?”. Nada me abalou e assim fui: sem carro, com o dinheiro contado, sem medo do cansaço e sozinha da silva. Decidi ir de avião até o Rio Grande do Norte e descer de ônibus até Sergipe. Optei pelos Estados menores. Ao todo, percorri cinco e Estados e 15 cidades, incluindo dois sertões. Conheci 14 praias, um rio e oito museus. Dormi em cinco casas de favor, o que me fez economizar muito, e me hospedei em dois hostels. Meu roteiro foi diurno, focado em passeios ao ar livre e econômicos. Nessa matéria, contabilizei apenas o básico como condução, passeios e alimentação. Não foram contabilizados os gastos fantasmas como lanches e imprevistos. Roteiro nas mãos, mochila nas costas e muita ansiedade, saí de Vitória na tarde de uma sexta-feira.

Rio Grande do Norte

Sábado - Um dia no Sul, outro no Norte

Sabendo que eu teria apenas dois dias no Rio Grande do Norte, decidi que em um dia eu iria ao Sul do Estado e em outro eu iria ao Norte. No Sul, o destino escolhido foi Pipa, claro. Fui por conta própria de Natal a Tibau do Sul, onde fica Pipa. Paguei R$ 15 pela passagem de ônibus e cheguei à Praia do Madeiro duas horas depois.

A região é conhecida como Bahia dos Golfinhos. E foi justamente na esperança de ver golfinhos que decidi ir bem cedo, quando eles costumam aparecer. A água tem uma tonalidade que mistura vários tons de verde, é morna e com ondas calmas. E para minha sorte, vi muitos golfinhos. Um balé no mar.

Pela tarde, peguei um ônibus para atravessar a Bahia dos Golfinhos e chegar a Pipa. Um trajeto que durou menos de dez minutos por R$ 3. Ao chegar no centro de Pipa, a região encanta pela beleza rústica. É possível encontrar almoço prato feito por

R$ 15. Tudo num clima simples, confortável e bonito. Com a maré baixa, no fim da tarde, grandes piscinas naturais se formam.

Gastei:

Ônibus ida/volta= R$ 36 / Almoço = R$ 15/ Bebidas = R$ 20 / Total: R$ 71

Domingo - Pôr do sol em Genipabu

Praia de Genipabu, no Rio Grande do Norte
Praia de Genipabu, no Rio Grande do Norte
Foto: Curiozzzo.com

O destino escolhido para o domingo foi Genipabu. Muitas pessoas fecham com agências e bugueiros passeios que cortam as dunas da cidade até a praia. Eu decidi ir de carro com um grupo de amigas e em menos de duas horas estávamos lá.

A praia é lotada de quiosques e barracas. Esse é o ponto negativo. Se você escolher ficar logo na entrada, só enxergará barracas. Fomos para o fim da praia, bem perto das dunas e aí sim deu pra sentir a vida que corre devagar na canela do Brasil. Quem tiver coragem de abandonar a água morna com visual para as dunas, pode subir aquele tanto de areia e conhecer Genipabu de cima. Garanto que o pôr do sol compensa.

Gastei:

Porção de carne de sol com macaxeira + bebidas = R$ 40/ Estacionamento = R$ 3,75/ Total: R$ 43,75

Paraíba

Segunda - O desafio do naturismo

Praia de Tambaba, na Paraíba
Praia de Tambaba, na Paraíba
Foto: Elis Carvalho

Peguei o primeiro ônibus de Natal para João Pessoa, numa viagem de 2h30. Optei pelo Sul do estado. Coloquei R$ 60 em gasolina no carro de amigos e seguimos para as praias do Conde. Começamos por Tambaba, a primeira naturista no Brasil. Esse era um dos meus maiores desafios. Na entrada há uma placa com as regras: homens desacompanhados sem passaporte de naturismo não entram. Crianças, só com os pais. Não é permitido fazer imagens de pessoas sem autorização. E é proibido comportamentos pornográficos. Tirei a roupa na velocidade da luz, mas confesso que achei que seria mais difícil. Não achei diferente de andar de biquíni. Sobre o mergulho: sensação libertadora e única!

O ambiente é familiar e há até um bar na praia. Seguimos para Coqueirinho, para mim, a mais incrível. Mar azul-turquesa e muitos coqueiros num visual paradisíaco. Em Barra do Gramame o mar é agitado e a melhor opção são as águas calmas das lagoas formadas no encontro do rio com o mar. Já a Praia do Amor, confesso que só vi de longe. Ela é procurada para fotografias em uma pedra em formato de arco, onde diz a lenda que quem passa por baixo tem sorte no amor. Almocei já em João Pessoa um prato completo com peixe em um bar simples no bairro Penha e descobri que as praias da capital são tão incríveis quanto os roteiros distantes. Após o passeio, segui para Campina Grande, onde pernoitei na casa de uma amiga.

Gastei:

ônibus de Natal para João Pessoa = R$ 40/ Gasolina para o passeio = R$ 60 / Almoço e bebida = R$ 20 / Ônibus de João Pessoa para Campina Grande = R$ 30 / Total: R$ 150

Terça - A Roliúde Nordestina

Peguei um ônibus até Cabaceiras, Região Cariri da Paraíba, conhecida como Roliúde Nordestina. No local, foram gravados mais de 30 filmes brasileiros, como o Auto da Compadecida. Fui ao museu da cidade e conheci uma funcionária tão disposta a me receber que me ofereceu um passeio de moto. Na garupa, conheci a charmosa e colorida cidade, que mistura o glamour do cinema com a simplicidade do povo. Provei o sabor forte da carne de bode, que antes era visto como alimento para famílias pobres e hoje é uma das principais atividades econômicas do Cariri. No fim da tarde fui fazer as trilhas.

O preço para cada trilha guiada pode variar de R$ 20 à R$ 60, dependendo do número de pessoas. Primeiro conhecemos a trilha das sacas de lã, que lembra pacotes de algodão empilhados. Difícil acreditar que a obra não foi feita pelo homem e sim pela natureza. É possível escalar e adentrar suas rachaduras. Depois vimos o pôr do sol no Lajedo de Pai Mateus, uma formação rochosa de 1,5 km² composta por cerca de 100 blocos de pedras arredondadas. A lenda do curandeiro Pai Mateus diz que, no século XVIII, ele usava ervas medicinais em época de escassez de médicos. Ainda há a pedra estilo caverna com cama e fogão, onde o curandeiro teria morado. A região é extremamente energizada e a medida que o sol vai se pondo, as tonalidades do relexo nas pedras mudam de cor. No fim, consegui uma carona para Campina Grande, onde dormi novamente.

Gastei:

Ônibus de Campina Grande para Cabaceiras = R$ 20 / Almoço = R$ 15 / Passeio = R$ 50 / Total: R$ 85

Carvoeiro vira guia das estrelas após ajuda de astro do rock

Ribamar farias com o cantor Nado Reis
Ribamar farias com o cantor Nado Reis
Foto: Divulgação

Carvoeiro quando criança, filho de carvoeiros, nascido e criado no Sertão do Cariri, na Paraíba. A vida de Ribamar Farias poderia ser como a de muitos conterrâneos que nunca sequer saíram do sertão. Mas o menino simples tinha um diferencial: o prazer pelos estudos. E foi com esse diferencial que viu em sua cidade a oportunidade de ingressar no turismo. Ao conhecer turistas estrangeiros trabalhando como garçom e carregador de malas, o jovem arriscava algumas aulas informais de inglês. Em um desses encontros com turistas, já como guia, Ribamar fez uma disputa de futebol Brasil x Gringos. Sem imaginar de quem se tratava, ele convidou um galego ruivo para participar do time dos brasileiros. “Durante os passeios ele via eu me esforçando para falar inglês e disse: ‘Você tem que fazer um curso’. Eu respondi que não tinha condições. Na véspera de ir embora ele falou ‘Sou do Titãs, meu nome é Nando Reis. A partir de hoje o que quiser estudar na vida terá alguém para ajudar. Procure um curso de inglês que eu vou pagar’”. Hoje, Ribamar é o guia mais antigo de Cabaceiras, procurado pelos famosos e professor de inglês. Já viajou o mundo para aperfeiçoar o idioma e recebe gente de todos os países em Cabaceiras, sendo grande defensor da beleza árida da sua região.

Pernambuco

Quarta -Roteiro cultural na terra do frevo

Olinda, em Pernambuco
Olinda, em Pernambuco
Foto: Elis Carvalho

Acordei em Campina Grande e peguei um ônibus para Recife. São 3 horas de viagem por R$ 50 pela Autoaviação Progresso. Me hospedei na casa da prima de uma amiga, em Boa Viagem. Fui até o porto da capital, onde há o Parque das Esculturas Francisco Brennand, com 90 obras do escultor e artista plástico pernambucano. De lá, peguei um barco e por R$ 2,50 atravessei para a Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. É rapidinho, mas o visual compensa. Do outro lado, comecei o roteiro cultural pelo museu Cais do Sertão. Os apaixonados por Luiz Gonzaga vão amar ver de forma tão dinâmica a história do músico e da cultura nordestina. Passei na Casa dos bonecos gigantes de Olinda e assim que entrei tive aquela sensação alegre de estar em Recife. Por último, conheci o museu do frevo. Prepare a câmera fotográfica! A cultura pernambucana é linda e cheia de cores. Os locais fecham às 18 horas e cobram o mesmo valor de R$ 10.

Gastei:

Ônibus ida/volta = R$ 36 / Almoço = R$ 15 / Bebidas = R$ 20 / Ônibus de Campina Grande para Recife =  R$ 50 / Travessia para o Recife Antigo = R$ 2,50 / Volta de ônibus para Boa Viagem = R$ 3,50 / Ingresso para museus = R$ 30 / Lanche = R$ 6 / Total: R$ 163

Quinta - Arquitetura de tirar o fôlego

Acordei, dei uma volta pela praia de Boa Viagem e não arrisquei um mergulho. Era uma placa de alerta de tubarões a cada dois passos. Pela tarde, fui até Olinda. Caminhei entre as dezenas de igrejas e conventos barrocos. Arquitetura de tirar o fôlego em cada cantinho. Vi o pôr do sol da Igreja da Misericórdia e ao anoitecer segui para o Passo dos 4 Cantos, famoso cruzamento das Ruas Prudente de Moraes, de São Bento e da Ladeira da Misericórdia. Seguimos para a Bodega de Veio, bar tradicional que fica na Rua do Amparo. Cerveja gelada, petiscos, produtos de limpeza, utensílios domésticos e tudo mais que você pode imaginar há na bodega. Por fim, vimos um ensaio da Orquestra de Frevo do Grêmio Musical Henrique Dias, na mesma rua. Coisa mais linda de se ver e ouvir. E de graça, pois os janelões do local ficam abertos ao público.

Gastei:

Bebidas e comidas = R$ 60 / Total: R$ 60

Sexta - Mar transparente e muita emoção

porto_de_galinhas.jpg
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Pegamos a estrada de carro pela manhã e seguimos rumo a Porto de Galinhas. Os R$ 60 que pagaria em um passeio na Praia dos Carneiros eu coloquei gasolina no carro dos meus amigos. Seguimos ao charmoso Centro de Porto. Me emocionei ao chegar na praia e ver aquele mar calmo, transparente e cheio de jangadas coloridas. Sonho de criança realizado. Depois, por acaso, descobrimos que podíamos pegar uma jangada para conhecer Pontal de Maracaípe, onde acontece o encontro das águas do rio com o mar. Águas calmas e tranquilas, perfeito para deitar e relaxar. Por fim, seguimos para a Praia dos Carneiros, consideradas uma das mais bonitas do Brasil. A beleza do local ainda é bem rústica. E a famosa igreja São Benedito bem na areia é um charme a parte. Na maré baixa as piscinas naturais se formam. Os coqueiros contornam a paisagem paradisíaca. Encerramos o passeio e seguimos para Japaratinga, em Alagoas.

Gastei:

Passeio = R$ 60 / Jangada em Pontal de Maracaípe = R$ 10 / Petiscos e água = R$ 30/ Total: R$ 100

Alagoas

Sábado - Mergulho e peixe frito

Praia de Japaratinga, em Alagoas
Praia de Japaratinga, em Alagoas
Foto: Elis Carvalho

Acordei e segui para o passeio às piscinas naturais em Japaratinga. Estava hospedada na casa de praia de um amigo e ele escolheu Japaratinga por ser tão ou mais bonito que o vizinho e conhecido balneário de Maragogi, porém, sem a badalação de turistas. Escolha perfeita! Conseguimos fechar um passeio por R$ 30 por pessoa e seguimos em uma embarcação para a piscina natural de Picão. O trajeto dura pouco mais de 15 minutos e o visual azul é incrível. Já em Picão, fiz mergulho com snorkel e consegui ver muitos peixinhos de todas as cores. Esse foi um dos passeios mais incríveis que já fiz. Por fim, almoçamos um peixe frito, servido para cinco pessoas, que com bebidas ficou por R$ 35 pra cada um.

Gastei:

Passeio = R$ 30 / Almoço e bebidas = R$ 35 / Total: R$ 65

Domingo - Praias mais que paradisíacas

Há 15 quilômetros de Japaratinga, segui para Barra Grande de carro com os amigos. Antes, passamos por Maragogi. É difícil escolher a praia preferia em Alagoas, de verdade. E qualquer coisa que eu falar sobre a beleza das águas do estado será repetitivo. Mas posso garantir: Pra quem gosta de praias paradisíacas, a região é sem dúvidas o melhor do nordeste nesse sentido. Ao chegar em Barra Grande pude entender o porque da minha amiga sempre dizer durante a viagem que o mar da região tem um azul diferente. A sensação que dava era que naquele mar azul e cristalino havia sido dissolvido uma tinta branca. A água é de um azul esbranquiçado, difícil até de explicar. Único!

Gastei:

Comidas e bebidas = R$ 50 por pessoa / Total: R$ 50

Segunda - Lua cheia no sertão de Maceió

Acordei às 7 horas e peguei uma condução em direção à capital Maceió. Paguei R$ 30 em um carro de passeio que faz lotação e em cerca de duas horas cheguei na rodoviária de Maceió. Almocei um prato feito por R$ 15 e aguardei a chegada da van que seguiria para Piranhas, sertão de Maceió. Como já havia feito reserva no Albergue Maestro Egildo Vieira, fui orientada pelo proprietário, Nei, a fechar a ida com um motorista de van que para dentro da rodoviária e conhece o albergue. Fiz uma viagem de cerca de quatro horas por R$ 45. O trajeto também pode ser feito de ônibus, com a Real Alagoas, pedindo trajeto para Delmiro Golveia. O valor é o mesmo da van, mas o veículo não entra em Piranhas, obrigando o turista a descer no trevo de Olho D'água do Casado e pegar outra condução. Cheguei no fim da tarde, deixei as coisas no albergue e corri os mais de 300 degraus de uma das igrejinhas da cidade pra contemplar o Rio São Francisco. Quase morri, mas posso garantir que é emocionante ver aquele rio gigante no por do sol. Pela noite fui conhecer o agito da pequena cidade. Muitos bares e restaurantes. Era noite de lua cheia e me senti emocionada e feliz por estar ali, sozinha, sem medo, caminhando e apreciando o reflexo da lua no Velho Chico.

Gastei:

Passagem de Japaratinga para  Maceió = R$ 30 de coletivo van/carro / Passagem de Maceió para Piranhas = R$ 45 / Comida = R$ 10 / Total: R$ 85

 Terça - Rota do Cangaço com trilha

Rota do Cangaço, em Sergipe
Rota do Cangaço, em Sergipe
Foto: Elis Carvalho

Logo que acordei segui para a região do rio onde saem os catamarãs das 9 horas. Paguei o valor de R$ 50 pelo passeio Rota do Cangaço. Navegamos por cerca de meia hora até chegar em um ponto do rio, já do lado de Sergipe, escolhido por Lampião e seu bando para o último refúgio antes da emboscada que os levou a morte. O local é bem estruturado com restaurante e área de lazer. Há quem fique por ali se refrescando e quem tope enfrentar a Rota do Cangaço. Fiquei com o segundo grupo. São 700 metros de trilha para chegar ao local exato da emboscada. Apesar do calor escaldante, ouvir a história onde ela aconteceu não tem preço. Paguei R$ 15 pelo passeio, que termina às 13 horas. Optei por almoçar em Piranhas. Optei por um prato feito por R$ 20, com visual para o rio.

Gastei:

Passeio Rota do Cangaço = R$ 50 / Trilha = R$ 15 / Almoço = R$ 20 / Total: R$ 85

Quarta - As 'piscinas' e os Cânions do Xingô

Cânions do Xingô
Cânions do Xingô
Foto: Elis Carvalho

No dia anterior eu conheci duas paulistas na Rota do Cangaço que me propuseram descolar uma merreca a mais e fazer o passeio pelos Cânions do Xingô em um barco fechado para nós, sem tempo cronometrado. Pagamos R$ 130, R$ 30 a mais do que eu pagaria no catamarã. O guia nos levou em cantinhos mais privados e sem tanta profundidade por R$ 10 a mais. Ao chegarmos nos cânions, nadamos em uma espécie de “piscina”, feita com um cercado de redes no meio dos cânions. Pudemos ficar por mais tempo, sozinhas, quando todos os turistas foram embora. Pagamos os R$ 10 que são cobrados para uma jangada nos levar até uma parte mais fechada dos cânions, onde passamos bem pertinho das rochas. A água é lindíssima em tons de verde. Encontramos várias imagens de São Francisco espalhadas em pequenos altares que tornam o local ainda mais abençoado. Após o passeio, almoçamos em Piranhas. Por R$ 20 cada comemos um peixe de rio frito com acompanhamentos. Por fim, peguei carona com as meninas até meu último destino do roteiro: Aracaju, em Sergipe.

Gastei:

Passeio Cânions do Xingô = 140 / Jangada para chegar mais perto dos cânions = R$ 10 / Almoço = R$ 20 / Total: R$ 170

Quinta - Roteiro cultural e compras

Acordei no Aju Hostel, em Atalaia, e peguei um ônibus até o Mercado Municipal de Aracaju. Com as duas novas colegas que conheci no hostel, fizemos compras e experimentamos várias comidinhas e bebidinhas típicas. Depois seguimos a pé o roteiro cultural pelo Palácio Olímpio Campos. O prédio é lindo, luxuoso e foi a sede do governo do estado de Sergipe até 1995. Em 2010 foi transformado em museu e nele há todas as histórias políticas do local. A entrada é gratuita. De lá caminhamos até o Museu da Gente Sergipana. Fomos apresentadas a produtos, roupas, instrumentos, espécies e costumes típicos, tudo de forma bem lúdica e didática. Fechei meu roteiro com uma bela foto no letreiro colorido de Aracaju, que fica na orla de Atalaia, e de lá segui ao aeroporto. Voltei para casa com alma revigorada, um milhão de histórias para contar e um leve sotaque nordestino. Nosso Nordeste é maravilhoso e privilegiados são os que conseguem passar ao menos alguns dias na região, que não fica atrás de nenhum destino internacional no quesito beleza. É importante lembrar que a região é de sol o ano inteiro. Uma viagem alegre, linda e solar que vale muito a pena fazer e refazer. Eu não tenho dúvidas que voltarei.

Gastei:

Passagem de ônibus até o Mercado Municipal = R$ 3,50 / Entrada no Museu da Gente Sergipana = R$ 10 /

Lanche = R$ 10 / Total: R$ 23,50

Total gasto da viagem : R$ 1.151, 25 (passagens, passeios e refeições básicas – sem contar gastos fantasmas como água, lanches, compras e imprevistos).

 

 

 

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