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Tentar afrouxar gastos públicos atingiu grau de investimento do país

A agência internacional de risco Standard&Poor's (S&P) rebaixou, na quinta-feira, a nota de crédito soberano do Brasil de "BB" para "BB-". Com isso, o rating do país segue sem o selo de bom pagador, mas agora está três degraus abaixo do grau de investimento. Já a perspectiva para a nota mudou de negativa para estável. Esse foi um dos temas em destaque no noticiário econômico da semana. Nesta edição do CBN Investimentos, o comentarista José Márcio de Barros analisa o cenário e suas implicações. Ouça!

A agência internacional de risco Standard&Poor's (S&P) rebaixou, na quinta-feira, a nota de crédito soberano do Brasil de "BB" para "BB-". E este é o tema de maior repercussão na economia. O comentarista José Márcio de Barros analisa que, embora o Ministro da Fazenda, Henrique Meireles, tenha feito até aqui um bom trabalho na condução da política econômica, a base governista de Temer conduziu muito mal a articulação junto ao Congresso Nacional na aprovação da reforma da Previdência.

"Porém, o que culminou com o rebaixamento da nota brasileira foi a última atitude da equipe econômica em mexer na "Regra de Ouro". Esta atitude foi entendida como extremamente contrária a atitude de austeridade dos gastos públicos. Ao implorar pela flexibilização da "Regra de Ouro" como condição de governabilidade financeira a equipe econômica deu um” tiro no pé”, pois ficou dúbio o discurso de austeridade com o pedido de relaxamento de se gastar para custear o pagamento do funcionalismo ao invés de se investir", diz.

Segundo ele, a Bolsa de Valores até que "nem sentiu muito". "Caiu muito pouco e opera estável. Os estrangeiros já trouxeram quase R$ 3 bilhões só este ano (em 2017 entraram R$ 13 bi)", explicou.

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