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É preciso falar sobre câncer, diz jornalista que faz série na internet sobre câncer

Amanhã hoje é ontem: diário de um câncer

“Ao receber o diagnóstico inesperado de um câncer de mama, no final do ano passado, minha primeira reação foi de choque, medo e o caos se estabeleceu, como é comum quando uma bomba explode em seu quintal” - assim descreve a jornalista Daniella Zupo na página de divulgação da série de documentários “Amanhã hoje é ontem”, que acompanha a sua jornada de tratamento da doença.

Amanhã hoje é ontem - Diário de um Câncer
Amanhã hoje é ontem - Diário de um Câncer
Foto: Divulgação

Em entrevista ao programa CBN Cotidiano, Zupo conta que transformar os sentimentos em imagem e discurso era ferramenta comum no seu cotidiano, e inicialmente não pensava em compartilhar detalhes sobre a doença. "Em um primeiro momento comecei a documentar todo o processo, mas sem a intenção de publicar, era mais um exercício de auto-análise. Então, percebi que dividir essa experiência com as pessoas era minha forma de contribuir e ajudar, minimamente, no trabalho de conscientização, propondo um outro olhar sob a doença e o tratamento", explica ela.

Daniella é jornalista em Belo Horizonte e apresentava um programa de TV em emissora local. O câncer a afastou de seu trabalho na televisão, e o documentário serviu como apoio e trampolim para superar o trauma do diagnóstico, rever prioridades e, ao mesmo tempo, lutar contra a estigmatização e a desinformação que ainda cercam a doença. "Quando decidi compartilhar, precisava de um alcance amplo e irrestrito, por isso a internet e as legendas em inglês", aponta. 

Amanhã hoje é ontem - Diário de um Câncer
Amanhã hoje é ontem - Diário de um Câncer
Foto: Divulgação

Os episódio são publicados na internet, sempre às quintas, às 17h, até o final deste mês, como ação do “Outubro Rosa”. A série está na seleção oficial do Rio WebFest, maior festival internacional da internet no Brasil. Além da categoria Melhor Serie de Diversidade, está concorrendo na categoria voto popular.

Quando perguntada sobre a cura, a jornalista afirma que “a cura é ampla, envolve corpo físico, emocional e espiritual”, e que para enfrentar a doença é preciso se permitir transformar, e ampliar a percepção da transitoriedade das coisas e da força do aqui e agora.

Assista ao teaser da série:

Ouça na íntegra a conversa e descubra toda a história por trás do título "Amanhã hoje é ontem":

Câncer de mama

É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama é a maior causa de óbitos por câncer na população feminina, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos. Um dos fatores que dificultam o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta.

O INCA estima que em 2016, pelo menos 1.010 novos casos sejam diagnosticados no Espírito Santo, sendo 140 somente na Capital.

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