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Cientistas criam movimento em defesa do Instituto Nacional da Mata Atlântica

Os integrantes do movimento pedem, entre uma série de reivindicações, o pagamento imediato de dívidas e o agendamento de reunião com o ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, Gilberto Kassab

O museu Mello Leitão, fundado por Augusto Ruschi, recebe 85 mil visitas por ano
O museu Mello Leitão, fundado por Augusto Ruschi, recebe 85 mil visitas por ano
Reprodução / TV Gazeta

O Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), sediado em Santa Tereza, tem passado por problemas administrativos e orçamentários. Por conta dos problemas enfrentados, a visitação do público chegou a ser interrompida por uma semana durante este mês e voltou a reabrir as portas neste último final de semana. A instituição foi criada em 1949 pelo patrono da Ecologia no Brasil, o capixaba Augusto Ruschi, sob o nome de Museu de Biologia Professor Mello Leitão.

Para buscar autonomia, fortalecimento e manutenção da identidade do instituto, na última semana, cientistas, pesquisadores, educadores, ambientalistas, estudantes e representantes da sociedade civil criaram o Movimento em defesa do Instituto Nacional da Mata Atlântica. Em um evento na Universidade Federal do Espírito Santo, os representantes do movimento assinaram um manifesto em apoio ao instituto.

Segundo uma das representantes desse movimento, a doutoranda Aline Gonçalves, os problemas que têm ficado mais evidentes para a sociedade são os orçamentários. No entanto, ela alerta que esse empecilho é causado por problema relacionados à gestão e à falta de regulamentação do INMA.

Para Aline Gonçalves, o instituto é estratégico para o Espírito Santo e precisa ser preservado, já que é o único de pesquisa federal do Estado. “Apostas em ciência, em tecnologia e em conservação da Mata Atlântica não são só para o futuro, mas são, sim, apostas dentro de um cenário de crise hídrica, de tragédia do Rio Doce e onde o nosso padrão de desenvolvimento está esgotando os recursos naturais”, frisou.

Os integrantes do movimento pedem, entre uma série de reivindicações, o pagamento imediato de dívidas e o agendamento de reunião com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Gilberto Kassab.

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