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Incêndio em áreas de turfa piora e combate pode levar semanas

Segundo os Bombeiros, a área é maior que a registrada no ano passado

Incêndios em turfa voltam a incomodar população
Incêndios em turfa voltam a incomodar população
Foto: Kaique Dias CBN Vitória

O incêndio nas áreas de turfa próximas ao Mestre Álvaro, na Serra, voltaram a piorar nos últimos dois dias. O terreno atingido chega a uma extensão de 60 mil m², de acordo com os Bombeiros. A fumaça já chega atingir bairros de Vitória nos momentos de maior intensidade. O combate ao incêndio pode durar mais de duas semanas, segundo o Capitão Felipe Patrício das Neves, um dos comandantes da ação.

O comandante afirma que a situação é pior que a do ano passado e uma das maiores áreas de incêndio dos últimos anos. O cheiro de fumaça pode ser sentido pelos bairros próximos, como Central Carapina, Valparaíso, Laranjeiras, José de Anchieta, piorando ainda mais durante a noite e madrugada. Fora da Serra, na Terceira Ponte, é possível, em alguns momentos, ver o Mestre Álvaro quase apagado em meio à neblina criada.

O Corpo de Bombeiros recebeu relatos de moradores dando conta de que uma fumaça preta foi avistada antes do incêndio em uma área próxima, levando a crer que alguém pode ter colocado fogo em algum terreno anteriormente. 

Capitão Patrício destaca que o trabalho necessita da paciência dos moradores da região. “Ontem montamos linhas para inundar essa área. Acionamos a Cesan, que está com bombas de alta pressão para cercar o incêndio. Só que é de média a grande proporção e precisa de paciência dos populares. Vamos trabalhar 24 horas por dia para cumprir essa missão”, destaca.

MORADORES RECLAMAM

Internautas e moradores de vários bairros da Serra reclamaram da fumaça na manhã desta sexta-feira (21) e enviaram imagens. A Ana Carolina Stein, de Morada de Laranjeiras, diz que não consegue abrir a porta da varanda e que a situação está insuportável. Em Laranjeiras, outra internauta fotografou a fumaça, que tornou o horizonte branco, no meio da vegetação.

CHUVAS

A previsão do tempo, com chuvas, pode ajudar a alagar o local, mas em alguns casos pode atrapalhar, fazendo o incêndio durar mais tempo. “Não favorece pouca chuva porque a área aqui não é pavimentada e aumenta a produção de fumaça. A água evapora junto à fumaça, prejudicando as pessoas mais distantes”, explica.

Onze homens do Corpo de Bombeiros trabalham no local e dois carros são utilizados para alagar a região. Outros veículos da Defesa Civil e da prefeitura da Serra também são usados para apagar as chamas.