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Samarco propõe novo período de lay off

Proposta foi discutida em reunião entre a empresa e os sindicatos Metabase, de Minas Gerais, e Sindimetal, do Espírito Santo, em Belo Horizonte

Os trabalhadores da Samarco podem passar por um novo período de lay off. A proposta foi discutida em reunião entre a empresa e os sindicatos Metabase, de Minas Gerais, e Sindimetal, do Espírito Santo, em uma reunião que aconteceu nesta quinta-feira (20), em Belo Horizonte. Caso seja aprovada pelos empregados, a suspensão temporária do contrato de trabalho já tem data para acontecer: entre 1º de junho e 31 de julho, podendo ser prorrogada por até três meses.

A expectativa da mineradora é que os sindicatos promovam assembleias na próxima semana para deliberar sobre a proposta de lay off. Com isso, os contratos de trabalho ficariam suspensos e os trabalhadores receberiam bolsa de qualificação e ajuda compensatória, entre outros benefícios. Atualmente, a Samarco mantém em seu quadro próprio, em Minas Gerais e no Espírito Santo, 1,8 mil funcionários empregados.

Os empregados da Samarco já passaram por um lay-off entre fevereiro e junho de 2016. Durante a suspensão de contratos, os trabalhadores da mineradora tiveram parte da remuneração paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), conforme previsto na legislação, e participaram de cursos de qualificação profissional. Outra parte do rendimento foi custeada pela própria empresa.

Atividades da unidade de Anchieta estão paradas
Atividades da unidade de Anchieta estão paradas
Foto: Vitor Jubini A Gazeta

DEMISSÕES VOLUTÁRIAS

Depois do lay off, a Samarco iniciou um Programa de Demissões Voluntárias (PDV), que ofereceu acordos como 50% do salário para cada ano de trabalho, limitado a quatro salários, e um valor fixo equivalente a três salários, limitado a R$ 7,5 mil para os trabalhadores que pedissem desligamento da empresa. No total, 455 empregados no Espírito Santo e 469 em Minas Gerais aderiram ao PDV.

Após esse período, a Samarco apresentou um Programa de Demissões Involuntárias (PDI), que deu a funcionários demitidos pagamento de verba indenizatória no valor de um quarto do salário fixo contratual para cada ano de trabalho, limitado a dois salários-base do empregado, pagamento de verba indenizatória no valor fixo equivalente a 1,5 salário base do empregado, limitado a R$ 3.750,00, entre outras compensações. Com o PDI, a Samarco demitiu 113 empregados em Minas Gerais e 40 no Espírito Santo.