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Trânsito em frente a prédio com estrutura em risco é liberado em Vila Velha

Avenida Senador Robert Kennedy, em Cobi de Cima, liga a Avenida Lindenberg ao Bairro São Torquato, estava interditada desde que uma pedra de duas toneladas deslizou na região

A avenida foi liberada para o tráfego de veículo nesta quinta-feira (20). Manilhas estavam impedindo o acesso
A avenida foi liberada para o tráfego de veículo nesta quinta-feira (20). Manilhas estavam impedindo o acesso
Foto: Kaique Dias CBN Vitória

A prefeitura de Vila Velha liberou a Avenida Senador Robert Kennedy, em Cobi de Cima, na tarde desta quinta-feira (20). A via, que liga a Avenida Lindenberg ao Bairro São Torquato, estava interditada desde que uma pedra de duas toneladas caiu em uma linha de trem que corta o bairro. O motivo foi um prédio que ainda corria risco de cair e continua interditado. O edifício fica à beira da avenida e ainda pode desabar.

A pedra ficava na base desse prédio e logo ao lado está uma linha férrea. Como a pedra se soltou, parte da base que sustentava a construção foi perdida e são necessárias obras de sustentação. Os proprietários não entregaram o projeto pedido pela Defesa Civil no prazo estabelecido, na última terça-feira (18).

Segundo assessor adjunto da Defesa Civil de Vila Velha, Augusto Bandeira Filho, o corredor viário esteve interditado devido ao impacto de vibração no edifício provocado pelo tráfego de veículos pesados na região. A Defesa Civil garante que não há risco para os motoristas. “A nossa vistoria concluiu que não há maiores problemas e que a via poderia ser liberada. Até o prazo que foi dado aos moradores não foi entregue um projeto e os munícipes não podem ficar nessa situação de indefinição”, justificou em entrevista à Rádio CBN.

ALÍVIO PARA MORADORES

A Avenida Senador Robert Kennedy liga a Avenida Carlos Lindenberg à São Torquato. No local há muito movimento de caminhões, que vão em direção ao Porto de Capuaba. A entrada da via é ao lado da subida da Segunda Ponte e muita gente estava fazendo desvio por causa da interdição. O morador de Cobi de Cima, Josias Ferreira da Silva, de 74 anos, explica que a situação estava complicada. “Não tinha jeito, então a gente se virava como podia. Ambulância tinha que fazer um trajeto enorme, tem o transporte escolar também e assim por diante. Não estava bom”, relatou.

A Defesa Civil ainda aguarda o projeto de reestruturação do edifício afetado. Enquanto isso, ele fica interditado. A reportagem não conseguiu contato com os donos do prédio.