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Reforma trabalhista é tema de debate promovido pela Rede Gazeta

O fim da contribuição sindical, a terceirização, a divisão das férias e a jornada de trabalho foram alguns dos assuntos debatidos, com participação ativa do público presente

Debate sobre reforma Trabalhista promovido pela Rede Gazeta
Debate sobre reforma Trabalhista promovido pela Rede Gazeta
Divulgação

As mudanças propostas na Reforma Trabalhista, que tramita no Senado, foi tema de debate promovido pela Rede Gazeta na tarde desta segunda-feira (19). O fim da contribuição sindical, a terceirização, a divisão das férias e a jornada de trabalho foram alguns dos assuntos debatidos, com participação ativa do público presente.

Para discutir o tema, que ainda desperta muitas dúvidas na população, foram convidados o juiz federal do Trabalho Marlos Augusto Melek, o senador Ricardo Ferraço (PSDB) e o desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite.

O debate foi mediado pelo jornalista e âncora da Rádio CBN, Carlos Alberto Sardenberg. O juiz Carlos Melek, que auxiliou na elaboração do texto da Reforma Trabalhista, defende que as 209 mudanças propostas serão revolucionárias. Segundo ele, os direitos constitucionais dos trabalhadores estarão assegurados. 

“Essa nova lei vai muito além do direito fundamental. Ela cria deveres e responsabilidades para ambas as partes”, disse.

Mas o desembargador Carlos Henrique não pensa da mesma forma. Segundo ele, a reforma vai significar um retrocesso para o país, retirando os direitos dos trabalhadores. Além disso, ele diz que os empresários também serão prejudicados, pois haverá uma concorrência desleal no mercado.

Relator do projeto no Senado, Ferraço destacou que as mudanças são para melhorar as condições de trabalho dos brasileiros. Segundo ele, dos 140 milhões de trabalhadores do país, mais da metade não tem acesso aos direitos trabalhistas. 

“São 90 milhões de brasileiros trabalhando na informalidade, se submetendo a todo tipo de precariedade. Sem carteira assinada, sem décimo terceiro”, afirmou.

De acordo com Ferraço, a expectativa é que a Reforma Trabalhista seja apreciada pelos senadores na primeira semana de julho.

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