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Inadimplência em julho é a maior já registrada em Vitória

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio) fez uma pesquisa que apontou o aumento da inadimplência em Vitória entre os meses de junho e julho

Cartão de crédito e cheque: principais tipos de dívidas
Cartão de crédito e cheque: principais tipos de dívidas
Divulgação

A crise econômica do Brasil parece não dar trégua. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio) fez uma pesquisa que apontou o aumento da inadimplência em Vitória entre os meses de junho e julho. Mais da metade das famílias da Capital tem problemas para pagar suas dívidas. O número registrado em junho é o maior da série histórica, que começou em 2010.

A inadimplência saltou de 47,1% das famílias de Vitória em junho para 54,6% em julho. Segundo os dados da Fecomércio, essa parcela da população vem aumentando desde o mês de maio e registrando números recordes. Também cresceu, nos últimos dois meses, a quantidade de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas atrasadas, passando de 6,4% para 7,4%.

Para o presidente da Fecomércio, José Lino Sepulcri, uns dos principais motivos para a inadimplência é o desemprego. Em julho, o Espírito Santo fechou 1.827 postos de trabalho, o segundo pior resultado do Brasil.

Já o diretor da Fecomércio, Ilson Xavier Bozi, aposta em uma melhora de cenário no segundo semestre de 2017. “Eu creio que as vendas devem aumentar uns 5%, enquanto a inadimplência e o endividamento devem cair 5% até o fim deste ano”, afirmou.

A pesquisa feita pela Fecomércio também identificou uma queda no número de endividados. Em junho, a proporção de famílias com dívidas em Vitória era de 76%. No mês de julho, esse índice caiu para 75,5%.

O levantamento diferencia endividamento de inadimplência. No primeiro caso, são considerados aqueles que possuem qualquer dívida, mas não necessariamente que estejam com parcelas atrasadas. Já a inadimplência pressupõe a não quitação de parcelas ou de algum valor devido. O tempo médio de atraso de pagamentos entre as famílias da Capital é de 58 dias.

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