Notícia

Delegado diz que acusado de sequestrar Thayná "é um artista"

O responsável pelas investigações, delegado José Lopes, reiterou que Ademir Lúcio Ferreira tentou sustentar informações de que a menina se afundou em uma lagoa, localizada em Viana

Foto: Gazeta Online

O acusado de sequestrar a adolescente Thayná Andressa de Jesus Prado, de 12 anos, foi apresentado à imprensa na manhã desta terça-feira (14). Ademir Lúcio Ferreira, de 55 anos, não quis responder muitos dos questionamentos, mas prestou depoimento durante três horas na noite do dia anterior. O responsável pelas investigações policiais, delegado José Lopes, reiterou que Ademir tentou sustentar informações de que a menina se afundou em uma lagoa em Viana, depois de sair do carro dele, quando pediu para ter relações com ela.

“Ele é um artista e tem uma mente muito criativa. Ele já veio com a história dele montada. Quis me convencer que a menina do dia 14 o seduziu. Depois quis me convencer que Thayná sofreu um acidente e que ele até tentou ajudar”, explicou.

De frente para jornalistas, Ademir tentou fugir das perguntas dizendo que só falaria agora na presença de um juiz. “O que tenho dizer é só em fase judicial, com o judiciário, que vai resolver. Não tenho que falar nada com a sociedade, só com a Justiça. É um direito constitucional meu”, afirmou.

Na entrevista ele negou que tenha oferecido R$ 50 como disse em vídeo para um delegado no Sul do país. Ademir tem 22 ocorrências só no Rio Grande do Sul, por vários crimes. Questionado sobre a lista extensa, ele justificou que não tem estupro e gaguejou quando questionado da menina que é acusado de estuprar no mesmo bairro em que Thayná foi levada por ele, três dias antes do caso. “Eu não tenho estupro. Fui absolvido (dos outros crimes)”, declarou, gaguejando ao final da pergunta sobre o estupro de uma menina de 11 anos.

“Ostentando” arma

Segundo o delegado José Lopes, Ademir entrou em contradição várias vezes no depoimento dado na segunda-feira. Em um perfil fake usado pelo criminoso nas redes sociais, Ademir mostrava uma arma, mas negou que tivesse. ”No Facebook ele tem uma arma. Ele diz que é de chumbinho. Ele afirma que a arma dele é a mente”, relatou.

No depoimento, Ademir também disse que o tempo todo acompanhou as investigações envolvendo o nome dele no Espírito Santo pelas redes sociais. O dinheiro do carro, R$ 2 mil, foi usado para fugir para o Rio Grande do Sul.

Ademir vai ficar em uma ala separada, com outros presos acusados de atentado ao pudor e também por estupro no Centro de Detenção Provisória de Viana. Segundo a polícia, ele pode responder por homicídio, estupro de vulnerável, além de outros crimes, como ocultação de cadáver. A prisão é temporária, por 30 dias, renováveis para o mesmo período.

Ver comentários