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Hospitais farão coleta de vestígios do criminoso em vítima de abuso

As secretarias de Estado da Saúde e da Segurança vão implantar a coleta em hospitais públicos

Estupro; vítima de estupro
Estupro; vítima de estupro
Foto: Thinkstock

Vítimas de estupro na região Metropolitana não vão mais precisar ir ao Departamento Médico Legal para colher vestígios do DNA do agressor. As secretarias de Estado da Saúde e da Segurança vão implantar a coleta em hospitais públicos.

Após a coleta, o material genético será encaminhado ao DML. Hoje, a vítima de estupro tem que ir ao departamento após ser atendida no Hospital para dar prosseguimento à investigação.

O novo sistema, de acordo com a Sesa, deve começar a funcionar em um prazo de seis meses e conta com a parceria da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres.

Serão capacitados para fazer essa coleta profissionais de quatro hospitais capixabas: em Vitória, o Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (HUCAM) e o Hospital Infantil de Vitória; em Vila Velha, esse trabalho será feito no Hospital Estadual Antônio Bezerra de Faria e, na Serra, no Hospital Estadual Jayme dos Santos Neves.

A gerente de Vigilância em Saúd

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e da Sesa, Gilsa Rodrigues, diz que o objetivo é evitar que a vítima tenha que passar pelo constrangimento de se expor várias vezes.

"Hoje quando uma mulher é estuprada, ela vai a um serviço, ela precisa ir ao DML para coletar vestígios, ela vai a uma delegacia. Ela tem que passar em vários lugares, contar a história várias vezes e acaba revitimizada cada vez que ela tem que contar"

Para Gilsa, a mudança também vai acelerar a investigação e o processo de identificação do estuprador.

"Nosso objetivo é encontrar o agressor. Porque hoje, na maioria das vezes, o agressor consegue se liberar por causa dessa burocracia de coleta de vestígios. Você não tem provas e não consegue chegar a esse agressor"

A implantação, segundo a Sesa, tem como referência o Decreto Lei 7958/2013 e a portaria nº 288/2015, que estabelecem orientações para organização e atenção integrada do atendimento às vítimas de violência sexual pelos profissionais de segurança pública e de saúde do SUS.

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