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Campanhas contra assédio pedem mais respeito para as mulheres na folia

As mulheres que se sentirem violadas em seus direitos podem fazer as denúncias pelo telefone 180 ou procurar a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher

Campanha do Governo contra assédio
Campanha do Governo contra assédio
Foto: Reprodução/ Facebook

O corpo dela não é sua folia e depois do "Não" tudo é assédio. Uma discussão que ganhou força no Carnaval é o assédio contra mulheres. Prefeituras e Governo do Estado lançaram campanhas educativas contra esse tipo de violência.

O secretário de Estado de Direitos Humanos, Júlio Pompeu, disse que o governo focou nas redes sociais, fazendo uma alusão à apuração do Carnaval nas postagens, dando notas 10 para práticas saudáveis e 0 para atitudes que reproduzem a cultura machista. 

"Muita gente acaba se confundindo com os limites. Acaba achando que não existe regra nenhuma no carnaval e que vale tudo. Vale a brincadeira, vale a fantasia, vale a alegria, mas não vale o desrespeito", comenta Pompeu.

Uma das mensagens é sobre o respeito à roupa que a mulher está usando, conscientizando que fantasia não é convite para ninguém. "Dê respeito à fantasia das pessoas". Uma outra mensagem alerta: 'Não me visto para você, me visto para o carnaval'. Ou seja, respeita como estou me vestindo aqui", reforça o secretário. 

A Prefeitura de Vitória também fez sua campanha de conscientização, com postagens na internet e cartazes, com frases como "Não é Não" e "Sexo sem consentimento é estupro"

A arquiteta Pollyana Martins, que é uma das fundadoras do bloco de ciclistas "Magrelas Voadoras", que desfilou no último domingo (11), defende a discussão e diz que já viu muitas amigas serem assediadas.

Pollyana Martins é uma das fundadoras do bloco Magrelas Voadoras
Pollyana Martins é uma das fundadoras do bloco Magrelas Voadoras
Foto: Caíque Verli

"É um assunto importante. As mulheres precisam ser respeitadas. Não é não. Se a menina não quer, o cara não tem que insistir", ressalta. 

As mulheres que se sentirem violadas em seus direitos podem fazer denúncias pelo telefone 190 ou procurar o Plantão Especial da Mulher (PEM), que funciona 24 horas. A Secretaria de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho (Semcid) de Vitória. disponibiliza o Centro de Atendimento de Referência à Mulher em Situação de Violência (Cramsv). O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 12 às 19 horas, no Centro Integrado de Cidadania (CIC) Zumbi dos Palmares, mais conhecido como Casa do Cidadão, em Itararé.

Serviços de plantão durante o Carnaval:

Polícia Militar - 190

Disk-Denúncia - 181 

Plantão Especial da Mulher (PEM) - 3323-4045. Endereço: Rua Hermes Curry Carneiro, 350, Ilha de Santa Maria, em Vitória.

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