Notícia

ARSP ainda não tem data para instalar proteção na Terceira Ponte

Se a estrutura já estivesse instalada, casos como o que aconteceu nesta terça, onde um homem tentou contra a própria vida por quase cinco horas, poderia ter sido evitado

A Terceira Ponte foi interditada por solicitação do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, na manhã desta terça-feira (12)
A Terceira Ponte foi interditada por solicitação do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, na manhã desta terça-feira (12)
Foto: Internauta

O projeto de barreira de proteção na Terceira Ponte para evitar casos de suicídio, anunciado no fim do ano passado pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Espírito Santo (Arsp), ainda não tem data para ser implantado. A ideia é a colocação de cabos de aço sustentados por estruturas metálicas inclinadas.

Após o projeto ter sido entregue pela Rodosol, concessionária que administra a Terceira Ponte, a Arsp o encaminhou ao Ministério Público Estadual para que o órgão verificasse o possível impacto da instalação dos equipamentos de proteção sobre a tarifa do pedágio.

Se a estrutura já estivesse instalada, casos como o que aconteceu nesta terça-feira (12), em que um homem ameaçou, por quase cinco horas, tirar a própria vida, poderiam ser evitados. Das 10h30 até às 15h, com a ponte totalmente interditada nos dois sentidos, bombeiros e policiais militares negociaram com o homem, que foi resgatado com vida.

Por meio de nota, o Ministério Público Estadual informou é preciso que haja uma decisão sobre a instalação do mecanismo de segurança antes de um parecer sobre os efeitos da intervenção no preço da tarifa.

Na nota, o órgão informa que “recebeu documentação da ARSP referente a verificação do eventual impacto da implantação na tarifa da ponte, sendo, portanto, uma análise posterior à decisão de implantação.”

Paralelamente a isso, há uma ação popular tramitando na Justiça que pede que a Rodosol tome providências para coibir suicídios na Terceira Ponte. A ação tramita no judiciário desde 2016.

Ver comentários