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Seis negociadores da PM atuaram no resgate à vítima na Terceira Ponte

Além de gerenciamentos de crises semelhantes ao que houve na Terceira Ponte, o grupo especial para negociações é acionado em casos de crimes com reféns e rebeliões em presídios

Sargento comentou sobre salvamentos na Terceira Ponte
Sargento comentou sobre salvamentos na Terceira Ponte
Foto: Fernando Madeira

O resgate a um homem durante uma tentativa de suicídio mobilizou as forças de segurança do Espírito Santo por várias horas nesta terça-feira (13). Do bloqueio total no trânsito na Terceira Ponte até o fim bem-sucedido da operação foram quase cinco horas de negociação. Os agentes do Corpo de Bombeiros foram os primeiros a chegar ao local e tiveram a função de isolar a área até a chegada de uma equipe com seis policiais militares especializados em negociações e gerenciamento de crises.

O sargento Anderson Keller foi o negociador principal da ação e destacou que o impedimento do trânsito na Terceira Ponte é essencial nesses casos, para evitar que qualquer fator externo atrapalhe nas negociações. Pessoas que passam nos carros ou ônibus provocando um possível suicida são exemplos de interferência externa.

"Com o cerco de isolamento nós temos um local, de certa forma, tranquilo para que tudo que ocorra no processo de negociação no sentido de preservar a vida, porque essa é a grande missão da Polícia Militar", afirmou o sargento. 

Toda a preparação da equipe especializada é feita com diversos treinamentos práticos e teóricos, realizados na Companhia Independente de Missões Especiais (Cimesp), em Cariacica. Equilíbrio para conduzir as negociações é uma das principais características dos agentes selecionados e habilitados para esse tipo de ação. O ganho de tempo com as conversas é uma das principais alternativas usada pelos policiais para mostrar às possíveis vítimas que aquela não é a última alternativa.  

Além de gerenciamentos de crises semelhantes ao que houve na Terceira Ponte, o grupo especial para negociações é acionado em casos de crimes com reféns e rebeliões em presídios.

O sargento Anderson Keller alertou que, em casos parecidos com o que houve na Terceira Ponte, populares sem conhecimentos técnicos de resgate e negociação devem evitar qualquer tipo de contato com as vítimas e entrar em contato com as forças de segurança especializadas imediatamente.

“É interessante que não haja a aproximação, porque a negociação só deve ser feita por profissionais formados em negociação. A primeira intervenção deve ser feita por profissionais de segurança. É interessante que a pessoa não tente se aproximar e agarrar uma pessoa e fazer alguma tentativa de salvamento, dentro de uma perspectiva de ato heroico, porque ali nós podemos ter um problema grande e caírem duas pessoas. Acima da ajuda existe a técnica e o profissionalismo”, avaliou o sargento da PM.

Em relação às táticas usadas em cada tipo de negociação, o sargento Keller afirmou que os métodos utilizados pelo grupo são mantidos em sigilo, para que uma possível divulgação não atrapalhe em futuras negociações.

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