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Doze médicos são agredidos por semana no ES, diz sindicato

Segundo o Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes), Serra chega a registrar 12 casos de médicos agredidos a cada mês. Já Cariacica tem até dez casos mensalmente

Carlos Magno Pretti Dalapicola é médico e presidente do CRMES
Carlos Magno Pretti Dalapicola é médico e presidente do CRMES
Foto: Marcelo Prest

Entre 10 e 12 médicos são agredidos por semana durante atendimentos no Estado. A informação é do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) e do Conselho Regional de Medicina (CRM-ES). De acordo com os dados, os municípios de Cariacica e Serra são os locais onde ocorrem mais agressões.

Segundo o Simes, Serra chega a registrar 12 casos de médicos agredidos a cada mês. Já Cariacica tem até dez casos mensalmente. A Prefeitura da Serra informou que agentes da Guarda Municipal realizam visitas tranquilizadoras nas UPAs, que as câmeras das unidades de saúde são integradas à Central de Videomonitoramento, que há vigilância 24 horas e que os profissionais das unidades são capacitados para lidar com situações de estresse. A Prefeitura de Cariacica não respondeu à demanda até o fechamento desta reportagem.

Para o presidente do CRM-ES, Carlos Magno, a situação é crítica. “Nós vamos de mal a pior. Os profissionais de Saúde estão bastante acuados porque nós temos uma rede de atendimento de periferias muito precária e a demanda aumenta muito nas UPAs e nos PAs. Com esse aumento, as pessoas esperam até quatro horas e, quando chegam para atendimento, elas já chegam mais agressivas.”

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Em reunião da Comissão de Segurança do CRM-ES, os participantes conversaram sobre pedir ações de todos os municípios para que os casos sejam reduzidos. Entre as ações que podem ser sugeridas pela Comissão de Segurança, está a utilização das Guardas Municipais nos locais onde ocorrem mais agressões ou a instalação de câmeras de videomonitoramento.

De acordo com Carlos Magno, as informações sobre o número de agressões a médicos no Estado se referem a relatos feitos pelos profissionais ao sindicato da categoria e ao CRM-ES. Para registrar todos casos, a Comissão de Segurança pretende oferecer um site para que os médicos agredidos possam informar sobre a ocorrência.

A partir disso, a ideia é elencar os locais mais problemáticas para, assim, subsidiar as medidas de segurança a serem tomadas. Ainda segundo Carlos Magno, as agressões acontecem, principalmente, nos prontos atendimentos e nas Unidades de Saúde dos municípios.

Estiveram presentes na reunião da Comissão de Segurança do CRM-ES, além de representantes do Conselho Regional de Medicina e do Simes, membros do Conselho Regional de Enfermagem, além de representantes das comissões de Saúde e Segurança da Assembleia Legislativa.

Confira a íntegra da nota da Prefeitura da Serra

A questão da segurança publica é de responsabilidade do Estado, sendo a Serra o município com o maior número de estruturas em saúde do ES, mais de 50, atendendo a um grande público. Mesmo assim a prefeitura vem fazendo sua parte.

A Prefeitura da Serra informou que a Guarda Municipal realiza visitas tranquilizadoras diariamente nas estruturas de saúde do município. Outra medida foi a integração das câmeras de vigilância instaladas nas UPAs à Central de Videomonitoramento, que são monitoradas por agentes da Guarda e policiais militares da reserva.

Para garantir a segurança dos pacientes e servidores, a Serra conta ainda com vigilância armada 24 horas nas UPAs, assim como a Maternidade; além de vigilantes também nas unidades de saúde de locais mais vulneráveis durante o funcionamento.

Além disso, possui funcionários nas recepções de suas estruturas capacitados para lidar com situações de estresse, e as UPAs contam com gestores 24 horas para administração de conflitos.

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