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Eleições do Sindirodoviários podem ser anuladas na Justiça

Chapa 1 pede a nulidade de todo o processo eleitoral com reabertura de novas eleições. Já a Chapa 3 pede a validade da eleição e a finalização da apuração dos votos restantes

A apuração da eleição que vai determinar o novo presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo foi marcada por confusão e suspensão da contagem dos votos
A apuração da eleição que vai determinar o novo presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo foi marcada por confusão e suspensão da contagem dos votos
Foto: Divulgação

A eleição para a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários) ganhou um novo capítulo na justiça. Dessa vez, a Chapa 1 pede a nulidade da eleição porque alega que houve fraude no processo eleitoral, o que teria favorecido a Chapa 3 que, por sua vez, nega as acusações e afirma que a Chapa 1 recorre à Justiça porque teria perdido a disputa.

De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES), há ações de autoria das duas concorrentes tramitando na Justiça do Trabalho. A da Chapa 3 pede a validade da eleição e a finalização da apuração dos votos restantes, enquanto a Chapa 1 pede a nulidade de todo o processo eleitoral com reabertura de novas eleições sob coordenação da Justiça do Trabalho.

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O representante da Chapa 1, Juliano Ferreira, afirma que algumas pessoas votaram em mais de uma garagem, o que teria levado a Chapa 3 a ter mais votos nesses locais. “O certo é que cada pessoa votasse em uma só garagem, em uma urna. Houve casos de pessoas votando em garagens de Vila Velha, Serra, Cariacica. Por isso, deu essa diferença expressiva de votos.“

O candidato a presidente pela Chapa 3, Miguel Ferreira Leite, nega que tenha havido fraude por parte do grupo dele. “Nós não fraudamos nada. O que está acontecendo é que eles não estão aceitando a derrota. O que nós queremos é que a Justiça termine a apuração, declare a chapa vencedora e marque o dia da posse.”

A advogada da comissão eleitoral das eleições para a diretoria do Sindirodoviários, Ana Maria Nogueira Lopes, afirma que houve fraude durante o processo, como violação de urnas e votos em duplicidade, mas preferiu não fazer acusações às chapas. “Nós não vamos fazer nenhum juízo de valor. Isso cabe ao juiz. Ele tem um conjunto probatório muito bom, com vídeos, boletins de ocorrência, áudios.”

O Tribunal Regional do Trabalho informou que os processos das Chapas 1 e 3 estão na 14ª Vara do Trabalho. A juíza substituta terá que analisar documentos (como editais, convocações, calendários eleitorais etc.) antes de decidir, já que o juiz titular está de férias.

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