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Hilário Frasson quer autorização da Justiça para visitar as filhas

O pedido de visita assistida já foi encaminhado ao judiciário, segundo advogado

A defesa do policial civil Hilário Frasson, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da ex-esposa, a médica Milena Gottardi, entregou as alegações finais de defesa à Justiça. De acordo com o advogado Leonardo Gagno, um dos pedidos é para que as interceptações telefônicas no aparelho celular de Hilário Frasson, nos dias seguintes ao crime, não sejam usadas como provas no processo.

O advogado afirmou que a defesa tem provas para afirmar que o telefone de Hilário estava interceptado sem a devida autorização judicial. Por isso, as ligações ocorridas neste período não poderiam ser usadas como prova.

Leonardo Gagno voltou a afirmar que Hilário Frasson é inocente e não tem nenhuma culpa no caso. Milena Gottardi foi baleada no estacionamento do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Vitória, no dia 14 de setembro do ano passado. No dia seguinte teve morte declarada, vindo a óbito.

O advogado de defesa de Hilário também informou que o policial fez um pedido à Justiça para reencontrar as duas filhas, em uma visita assistida. Na época do crime, as crianças tinham 2 e 9 anos. A guarda provisória das meninas está com a família da médica assassinada.

Já o assistente de acusação e advogado da família da médica Milena Gottardi, Renan Salles, afirmou não ter conhecimento do pedido de visita, mas adiantou que a família é contrária ao encontro de Hilário com as crianças.

As alegações finais do Ministério Público foram entregues no mês de maio, com o pedido de pronúncia dos seis acusados de matar Milena Gottardi e Júri Popular.

O MP tomou como base o depoimento do acusado de atirar na médica, Dionathas Alves, e provas materiais anexadas ao inquérito, como conversas telefônicas e a rede de contatos realizada por eles.

O Ministério Público entendeu que Valcir Dias, Hermenegildo Palauro Filho, Dionathas Alves, Hilário Frasson e Esperidião Frasson praticaram o crime de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, mediante impossibilidade de defesa da vítima e por feminicídio. Dionathas, Valcir e Judinho teriam cometido o crime mediante recompensa.

Na conclusão do inquérito da Polícia Civil em outubro de 2017, o delegado Janderson Lube tinha indiciado o policial civil Hilário Frasson e Esperidião Frasson, pai dele, como mandantes do crime. Os dois foram acusados de crime de homicídio qualificado por promessa de pagamento, emboscada e feminicídio.

 

 

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