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Votação no Sindicato dos Rodoviários vira caso de polícia em Vitória

Durante a madrugada, uma confusão foi registrada na porta do Sindirodoviários, quando manifestantes tentaram impedir o transporte das urnas

Policiais militares em frente ao Sindirodoviários
Policiais militares em frente ao Sindirodoviários
Foto: Caique Verli

A votação no Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários), nesta sexta-feira (13), virou caso de polícia. Apesar de membros de uma das chapas terem ameaçado impedir a saída dos ônibus das empresas, o transporte público funcionou normalmente durante a manhã na Grande Vitória. Mas policiais militares foram aos terminais e garagens de ônibus para garantir a circulação dos coletivos.

Durante a madrugada, uma confusão foi registrada na porta da sede do Sindirodoviários, próximo à Avenida Vitória, na Capital, quando manifestantes tentaram impedir o transporte das urnas. A votação que estava prevista para começar às 4h atrasou e, em alguns pontos, só foi começar quase 6h da manhã. A PM foi acionada para dispersar os manifestantes na porta da sede do sindicato.

Presença da Polícia Militar em frente à Viação Satélite, em Cariacica
Presença da Polícia Militar em frente à Viação Satélite, em Cariacica
Foto: Caíque Verli

Segundo denúncia recebida pelos militares, pessoas armadas estariam infiltradas no ato. Ninguém foi preso. O presidente da comissão eleitoral do Sindicato, Roberto Argolo, acusa o grupo de agredir um mesário e de esvaziar pneus de pelo menos dois carros de membros do sindicato, além de danificar um outro veículo. Argolo disse que vai registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Regional de Vitória ainda nesta sexta-feira. "Mais ou menos 120 vândalos. A gente não pode chamar isso de manifestante. Trazer bandido para fazer isso que a gente nem pode falar que é manifestação, ato de vandalismo numa eleição de trabalhador, é complicado", reclama.

Os manifestantes são da chapa ligada à Central Única dos Trabalhadores, a CUT. Eles queriam que urnas fossem levadas para os terminais e não para as garagens. O presidente dessa chapa, Miguel Leite, nega as acusações. Ele afirma que não procedem as informações de agressão, de que esvaziaram pneus e nem de que tinha pessoas armadas no meio deles. Miguel assume apenas que o grupo tentou cercar um dos membros da comissão eleitoral que estaria levando uma urna escondido. "O pessoal percebeu, cercou o carro dele e não deixou sair. Ele teria que levar o nosso mesário também. O carro que sai com a urna tem que sair com todos os mesários", justifica.

Três chapas disputam a eleição. A previsão é de o resultado seja divulgado entre a noite desta sexta-feira e a madrugada de sábado (14). O grupo eleito vai comandar por cinco anos o sindicato, que representa cerca de dez mil trabalhadores capixabas.

 

 

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