Notícia

Consumidor deve denunciar aumento abusivo de combustível nos postos

Órgão de defesa do consumidor alerta para situações de irregularidades nos preços e na qualidade dos combustíveis vendidos nos postos

Combustíveis
Combustíveis
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Neste ano, com a greve dos caminhoneiros e uma crise de desabastecimento no Espírito Santo, o Procon Estadual registrou picos de reclamações a respeito de combustíveis no Estado. Mesmo que as queixas dos motoristas tenham voltado a patamares considerados normais, o órgão de defesa do consumidor alerta para situações de irregularidades nos preços e na qualidade dos combustíveis vendidos nos postos.

Segundo o gerente de fiscalização do Procon Estadual, Rômulo Cerqueira, é essencial que o consumidor guarde a nota fiscal nos casos em que considere que há cobrança de preço abusivo e também se considerar que pode ter comprado combustível adulterado.

Um cobrador de ônibus que não quis se identificar diz que foi vítima de um posto que teria vendido gasolina fora dos padrões de qualidade, em Vitória. Com isso, o carro dele começou a ter problemas. O cobrador sofreu um prejuízo de R$ 180 com o conserto do veículo. “Teve que abrir a partir de cima do motor e dar uma limpeza geral.”

Em relação às reclamações sobre preços dos combustíveis, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Espírito Santo (Sindipostos-ES) pontuou que os problemas podem ter ocorrido por conta das crises de abastecimento vividas em março, com as dificuldades de atracamento de navio no Estado, e em maio, com a greve dos caminhoneiros. Nesses períodos, por todas essas particularidades, as promoções realizadas pelas distribuidoras cessaram e podem ter causado desconforto nos consumidores, afirmou o Sindipostos.

O gerente de Fiscalização do Procon, Rômulo Cerqueira, também ressalta que é importante que o consumidor esteja atento ao tipo de combustível colocado no veículo. “Por exemplo, eu posso querer colocar gasolina comum. Então, é importante ficar atento a qual bomba que o frentista vai utilizar para abastecer porque nós temos recebido algumas denúncias de consumidores que pediram gasolina comum e o frentista acaba colocando a aditivada, que é geralmente mais cara.”

Outro alerta feito por Rômulo Cerqueira é em relação à forma de pagamento. Atualmente, os postos podem cobrar preços diferentes pelo litro do combustível dependendo da forma de pagamento. No entanto, o gerente de Fiscalização ressalta que os estabelecimentos devem informar, de forma clara, os valores cobrados em débito, crédito ou dinheiro.

Ver comentários