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Indústria do ES tem maior queda do país no primeiro semestre

Espírito Santo apresentou um recuo de 5,5% no acumulado dos seis primeiros meses do ano, enquanto o país avançou 2,3%. Apenas a metalurgia teve aumento na produção (2,3%)

Metalurgia
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Foto: Reprodução

A indústria capixaba registrou a maior queda do país na produção física no primeiro semestre de 2018. O Espírito Santo apresentou um recuo de 5,5% no acumulado dos seis primeiros meses do ano, enquanto o país avançou 2,3%. O resultado foi puxado, principalmente, pelo desempenho dos segmentos de minerais não-metálicos e celulose.

A produção física de minerais não-metálicos teve queda de 19,4% no primeiro semestre de 2018, influenciada pela redução da produção de granito e de cimento. Em relação à produção de Celulose, o decréscimo foi de 10,4%. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Léo de Castro, a parada para manutenção da fábrica da Fibria teve forte influência sobre o resultado.

Todos os demais segmentos registraram queda de produção física, exceto a metalurgia. Os recuos foram de 6,8%, para a indústria de transformação; 4,4% para alimentos; e 4,1% para a indústria extrativa. Por outro lado, a metalurgia teve aumento de produção de 2,3%.

Na comparação de junho de 2018 com o mês de maio, a produção física industrial do Espírito Santo caiu 7,3%. Já no acumulado de 12 meses até junho deste ano, a queda foi de 3,3%.

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Segundo Léo de Castro, as perspectivas para a indústria capixaba no restante do ano não são positivas enquanto não houver uma definição do cenário político, principalmente no que se refere à eleição presidencial. “Eu acho que o segundo semestre vai no mesmo ritmo”, comentou.

No entanto, ele afirma que, dependendo do projeto político que for eleito, o setor industrial do Espírito Santo pode reagir rapidamente. “Se a gente eleger uma liderança que seja capaz de enfrentar as reformas e colocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento, a indústria capixaba tem uma capacidade de retomada muito rápida”, ponderou.

Mesmo com a queda da produção física da indústria capixaba, o setor industrial criou mais de 4,5 mil postos de trabalho neste ano. Segundo Léo de Castro, isso é explicado pelo fato de que indústrias de menor porte, que têm pouca representatividade no acumulado da produção física, acabaram tendo um bom desempenho, ao passo que as maiores empresas, que tiveram mais influência sobre a redução dos indicadores, não fizeram grandes contratações.

Apesar de fazer uma projeção de incertezas para a indústria do Estado, Léo de Castro cita fatores positivos, como anúncio de investimentos de aproximadamente R$ 2 bilhões que serão feitos por Vale e ArcelorMittal em gestão ambiental; expectativa da construção do porto da Imetame e a convalidação dos incetivos fiscais no Espírito Santo.

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