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Mais de 22 mil ações na Justiça para tomar veículos de devedores no ES

Após cobrança e tentativa de acordo, as instituições financeiras recorrem à Justiça para tomar de volta os bens

Mais de 22 mil ações na Justiça para tomar veículos de devedores no ES
Mais de 22 mil ações na Justiça para tomar veículos de devedores no ES
Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo tem 22.357 ações em tramitação para a retomada de carros e motos de devedores. São proprietários que financiaram os bens em bancos e financeiras, mas que estão com parcelas atrasadas. Nesse caso, após cobrança e tentativa de acordo, as instituições financeiras recorrem à Justiça para tomar de volta os veículos.

De acordo com o advogado Diovano Rosetti, as instituições financeiras têm, normalmente, uma tolerância de até 90 dias com os devedores. Depois disso são ingressadas as ações na Justiça para a retomada dos veículos, o que pode resultar em mandados de busca e apreensão.

"Em regra, os bancos dão uma carência de pagamento de 90 dias. Ele detecta a primeira inadimplência, detecta a segunda e o banco manda uma notificação para o devedor. Vencendo a terceira a terceira prestação o banco vai ingressar em juízo pedindo a busca e apreensão do bem", explicou o advogado.

O advogado também ressaltou que, em alguns casos, é possível que o devedor perca o veículo, mas receba do banco parte do valor que já foi pago nas prestações. Isso acontece quando a instituição financeira faz o leilão do veículo apreendido e o vende por um valor superior ao do empréstimo feito pelo devedor.

Também é possível que, mesmo tendo o carro apreendido, o inadimplente continue com uma dívida no banco. Esse segundo cenário ocorre quando valor do empréstimo é maior do que o valor recolhido pelo banco ao vender o veículo em leilão.

O economista Ricardo Paixão destaca as dicas para pessoas que estão endividas conseguirem colocar as contas em ordem. A principal recomendação é acabar com os gastos desnecessários.

"Primeira coisa: se você tem tudo anotado em uma planilha ou até em um caderninho, você vai buscar aqueles itens que a gente acaba consumindo no impulso. Existem alguns estudos que falam que, em torno de 25% do que a gente compra no supermercado são bens supérfluos", destacou o economista.

Para as pessoas que estão com planos de comprar um veículo, a recomendação do economista é para que as prestações não tenham um valor superior a 20% do orçamento. Por exemplo, uma pessoa que recebe um salário de R$ 2 mil, deve evitar parcelas superiores a R$ 400.

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