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Quantidades de vasectomias aumentam 21% no Espírito Santo

Em 2015 foram realizados 392 procedimentos, em 2017 foram 397 e no ano passado foram 476 cirurgias

Decisão sobre vasectomia deve ser bastante pensada e discutida entre o casal
Decisão sobre vasectomia deve ser bastante pensada e discutida entre o casal
Foto: Divulgação

O motorista Ronaldo Duarte tinha 38 anos e três filhos quando decidiu realizar uma cirurgia de vasectomia. Além da vontade de não ter mais filhos, outro ponto que pesou na decisão foi a necessidade que a esposa dele tinha de parar de tomar comprimidos de anticoncepcional, para evitar problemas de saúde.

Ronaldo fez a cirurgia no começo de 2017 e agora é um dos vários homens capixabas que foram submetidos ao processo de esterilização. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o número de cirurgias de pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 21% em dois anos. Em 2015 foram realizados 392 procedimentos, em 2017 foram 397 e no ano passado foram 476 cirurgias.

Mais de um ano e meio após a cirurgia, Ronaldo Duarte afirma que não se arrependeu. "Com certeza melhorou. Porque agora não tem mais o controle de remédio e o controle hormonal. Melhorou bastante a qualidade de vida da gente", disse o motorista. 

Na cirurgia de vasectomia, o médico corta, no sistema genital, os canais deferentes que conduzem os espermatozoides dos testículos até o pênis. Desta forma, os espermatozoides não são liberados durante a ejaculação e, por isso, o óvulo não pode ser fecundado, evitando a gravidez.

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O médico Eduardo Marsiglia afirma que o procedimento e a recuperação são rápidos. Em alguns casos, os pacientes voltam à rotina normalmente em até um dia depois do procedimento. "É extremamente simples, feito com anestesia local. São dados dois cortes na bolsa escrotal para cortar o vaso que leva espermatozoide para o meio externo", explicou o médico.

Apesar da cirurgia ser simples, o procedimento não pode ser realizado por todos os interessados. Apenas podem ser submetidos à cirurgia os homens com mais de 25 anos e que tenham pelo menos dois filhos. Os que são casados precisam do consentimento da esposa para realizar o procedimento. Entre a data da solicitação e o dia da cirurgia há uma espera de, pelo menos, dois meses, para evitar arrependimentos.

O médico também esclarece que a vasectomia não atrapalha o desempenho sexual. Os nervos e vasos sanguíneos envolvidos na ereção não são atingidos na cirurgia.

Os que desejam realizar a cirurgia pelo SUS devem procurar informações em unidades básicas de saúde. No setor privado, de acordo com o médico Eduardo Marsiglia, o valor médio da cirurgia é de R$ 3 mil.

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