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Vereadores derrubam veto e Parque Tecnológico será de uso misto

A área destinada para criação do Parque Tecnológico será também residencial e comercial. Vereadores derrubaram o veto do prefeito Luciano Rezende (PPS) por 10 votos a 4

Projeto do Parque Tecnológico de Vitória, em Goiabeiras - geração de 16 mil empregos em 20 anos
Projeto do Parque Tecnológico de Vitória, em Goiabeiras - geração de 16 mil empregos em 20 anos
Foto: Divulgação

A Câmara de Vereadores de Vitória derrubou três vetos do prefeito Luciano Rezende (PPS) sobre o projeto de lei do Plano Diretor Urbano (PDU). Entre eles está o uso do Parque Tecnológico. Contrariando a vontade da prefeitura, o novo PDU da Capital permite o uso misto da área, localizada em Goiabeiras.

A proposta encaminhada pela Prefeitura no início deste ano para a Câmara previa a destinação de 100% da área para empresas de tecnologia. Durante a votação do projeto original, no mês de março, o legislativo alterou o texto, permitindo o uso misto. O prefeito, no entanto, vetou essa mudança.

Nesta quinta-feira (09), durante a aprovação do PDU, os vereadores derrubaram o veto por 10 votos a 4. Agora, a área destinada para criação do Parque Tecnológico será também residencial e comercial.

Apenas Luiz Paulo Amorim (PV), Vinícius Simões, presidente da Casa, Fabrício Gandini e Leonil, todos do PPS, votaram pela manutenção do veto. Denninho, apesar de ser do mesmo partido de Rezende, votou pela derrubada do veto.

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O vereador Max da Mata (PSDB), que também votou pela derrubada do veto, destacou que grandes empresas internacionais foram criadas nas garagens de residências como startups. Por isso, ele vê na criação da área mista uma possibilidade a mais de crescimento para a cidade.

“Acho que a cidade saiu ganhando com a possibilidade de ter um equipamento ainda mais moderno, de uso misto, sem perder espaço para a tecnologia. Isso tem sido feito na maioria das cidades mundo afora. Elas modernizaram os modelos de Parque Tecnológico, caminhando para um modelo misto”, afirmou.

O vereador Davi Esmael (PSB) manteve o mesmo posicionamento da votação de março e optou pelo uso misto do Parque Tecnológico. Ele destacou que os vereadores apenas ouviram o desejo da população.

“O que prevaleceu foi o conceito moderno de urbanismo. Além disso, a vontade popular foi preponderante para que os vereadores optassem pela rejeição do veto. A construção da emenda obedeceu tudo aquilo que a legislação impõe e a observância da vontade da população da cidade como um todo, inclusive, a de Goiabeiras”, explicou.

Os outros vetos derrubados dizem respeito a mudança de zona de proteção ambiental da Ilha do Crisógono, na orla noroeste, no bairro Nova Palestina, região de São Pedro, para zona de interesse especial. Agora, o local poderá ser ocupado por comércios e casas.

Outra mudança é com relação a uma zona de proteção ambiental em Fradinhos. Com a derrubada do veto, a região deixa de ser de proteção ambiental e passa a ser zona de ocupação restrita, o que permite a instalação de comércio e moradia no local. Já o veto à emenda que trata sobre o conceito de terraço-jardim foi mantido. Segundo o vereador Vinícius Simões, o PDU já contemplava a questão que diz respeito a construção de jardins na cobertura de edifícios.

A uma semana para eleição da nova mesa diretora e no início da campanha eleitoral, os vereadores negam que a derrubada dos vetos do executivo tenha uma conotação política, mas o fato é que até mesmo vereadores da base governista contribuíram para a derrota do prefeito na Câmara.

Por nota a Prefeitura de Vitória informou que quando receber oficialmente o resultado da votação sobre a derrubada dos vetos decidirá as medidas a serem tomadas.

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