Notícia

Candidatos gastam mais de R$ 75 mil para impulsionar redes sociais

Com a ação, o conteúdo ganha mais visibilidade e alcança até os internautas que não seguem essas páginas na rede

teclado de computador, informática
teclado de computador, informática
Foto: Reprodução/internet

Em uma campanha com menor duração e menos recursos, os candidatos apostam suas fichas em publicações na internet. Na disputa para governador do Espírito Santo, os postulantes já gastaram mais de R$ 75 mil para impulsionar suas postagens e páginas nas redes sociais, como o Facebook e o Instagram.

Com essa ação, o conteúdo ganha mais visibilidade e alcança até os internautas que não seguem essas páginas na rede. Com R$ 60, por exemplo, o moderador de uma página (fan page) com 600 mil seguidores garante o alcance para para 15 mil usuários diários para três dias.

Impulsionando a própria página, amigos dos seguidores e que não "curtiram" a fan page também começam a ver os likes e comentários.

O candidato Carlos Manato (PSL), entre aqueles que divulgaram as informações, é o que mais gastou com essa ação no Estado: R$ 50 mil. Já Renato Casagrande (PSB), mesmo com ampla coligação que lhe deu o mair tempo de exibição em rádio e TV, desembolsou até então cerca de R$ 25 mil para aumentar o alcance das postagens. André Moreira (Psol) teve cerca de R$ 1.000 de despesas do tipo.

NOVA 'PRAÇA' E INTERAÇÃO

Leia também

O professor Fabiano Mazzini, que é mestre em História social das relações políticas e pesquisador da área de mídia e politica, avalia que esse é o primeiro pleito com um diferencial para as redes sociais, o que modificou também o tabuleiro eleitoral.

"A gente está vivendo um momento novo nesse processo que é o exercício da política fora da praça pública tradicional - na rua. Nesse momento, essa praça pública é uma esfera virtual, é um ambiente da internet, das redes sociais", destaca.

Professor de comunicação política da Universidade Metodista de São Paulo, Kleber Carrilho, tem análise similar e reforça ainda que manter uma boa interação com os eleitores nas redes sociais é um bom puxador de votos.

"Há algum tempo, as pessoas colocavam cavalete nas ruas para lembrarem do nome e do número do candidato. Com o advento das redes sociais e a importância dessa conexão para a população, essas ações de rua ficaram caras porque imprimir é caro, desenvolver material é caro e, principalmente, não atinge as pessoas. Isso porque elas não têm uma relação de interação. O que é interessante na rede social é a relação de interação", explica.

As candidaturas de Arildelmo Teixeira (PTB), Jackeline Rocha (PT) e Rose de Freitas (Podemos) não responderam o pedido de informação da reportagem com detalhes dos gastos com impulsionamento. Para impulsionar um conteúdo nas redes sociais, o candidato precisa seguir regras: as publicações devem exibir a palavra "patrocinado" e o CNPJ da campanha registrado na justiça eleitoral.

Ver comentários