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Compras para o Dia das Crianças viram lições de educação financeira

A Federação do Comércio de Bens e Serviço do Espírito Santo (Fecomércio-ES) estima um crescimento de 5% nas vendas do Dia das Crianças em 2018

A dona de casa Danielle Magri,com a filha Esther, o filho Davi e o sobrinho João Pedro
A dona de casa Danielle Magri,com a filha Esther, o filho Davi e o sobrinho João Pedro
Foto: Eduardo Dias

Muito além das brincadeiras e da entrega de presentes, o Dia das Crianças, comemorado nesta sexta-feira (12), também pode ser um bom momento para os pais e responsáveis falarem sobre educação financeira com os pequenos. Na avaliação de André Marques, gerente de atendimento do Procon estadual, o momento da escolha do presente pode ser uma lição sobre o quanto é gasto fora do orçamento.

"A gente sabe que alguns produtos têm valores altíssimos. Essa criança pode ser orientada e educada financeiramente a entender que existem brinquedos que atenderiam o mesmo anseio dela com um valor muito abaixo do que é trabalhado pelo mercado", avaliou o representante do Procon.

Essa prática de ensinar aos filhos a importância de como gastar o dinheiro faz parte da rotina da dona de casa Danielle Magri. Em vez de comprar um presente para cada um dos dois filhos, ela levou as crianças a uma loja nesta quinta-feira (11), em Vitória. O menino, de 7, e a menina, de 5 anos, tiveram direito a uma quantia, e eles seriam responsáveis por escolher o próprio presente. O sobrinho da dona de casa também pôde escolher qual presente ganharia.

“Nós entregamos R$ 150 para cada um, e eles vão escolher o presente dentro do valor que eles têm para gastar. Achamos mais fácil porque as crianças escolhem e aprendem a gastar o dinheiro delas”, disse a mãe.

Loja de brinquedos, em Vitória
Loja de brinquedos, em Vitória
Foto: Eduardo Dias

ORIENTAÇÕES

Em relação aos problemas com produtos danificados ou necessidade de trocas, o representante do Procon-ES destacada que os consumidores devem ficar atentos à essa política em estabelecimento. Guardar documentos comprovando o prazo para trocas é uma das alternativas. André Marques também destaca que os produtos eletrônicos merecem uma atenção especial e devem ser testados antes de levar embora.

"Nos produtos eletroeletrônicos devemos sempre fazer o teste na loja. Se eu vou na na loja e meu filho quer comprar um tablet, tenho que solicitar para que seja feito um teste. Para evitar que o produto chegue na sua casa sem estar funcionando", explicou o gerente do Procon.

Com o objetivo de garantir os direitos dos consumidores e apurar possíveis irregularidades, estão sendo realizadas ações fiscalizatórias em lojas de brinquedos e roupas infantis da Grande Vitória.

A Federação do Comércio de Bens e Serviço do Espírito Santo (Fecomércio-ES) estima um crescimento de 5% nas vendas do Dia das Crianças em 2018, em comparação ao mesmo período do ano passado. João Elvécio Faé, vice-presidente da entidade, afirmou que a média de gastos com presentes deve ficar entre R$ 100 e R$ 150.

DICAS DO PROCON PARA COMPRAS

Compra de presentes

– Avalie a indicação de faixa etária e as questões relacionadas à saúde e segurança. Todo brinquedo comercializado no Brasil, seja nacional ou importado, precisa ter o selo do Inmetro. A certificação obrigatória é a garantia de que ele foi aprovado em todos os testes;

– Teste o funcionamento dos produtos eletrônicos na loja, sempre que possível;

– Verifique se o produto possui algum defeito aparente como ranhuras, manchas, etc;

– Verifique se a loja realiza trocas e o prazo para realizá-la

Preços e pagamentos:

– Os lojistas devem exibir o preço tanto à vista, a prazo e a taxa de juros aplicada a todos os produtos expostos no interior da loja e vitrines;

– Os consumidores devem ser informados, por meio de cartazes, sobre as formas de pagamento aceitas pela loja;

– Os lojistas devem cumprir o preço anunciado nas prateleiras e folhetos publicitários.

– Prefira pagar à vista. Muitas lojas oferecem bons descontos;

– Não pode ser exigido um valor mínimo para a utilização dos cartões de crédito e débito;

– As lojas podem praticar preços diferenciados para pagamento nos cartões de débito e crédito

e no dinheiro.

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