Notícia

Verão terá recorde de desovas de tartarugas no litoral do ES

Quando ocorre a eclosão dos ovos, geralmente dois meses após a desova, as praias são agraciadas com o espetáculo das pequenas tartarugas andando em direção ao mar

Um novo recorde de desova da tartaruga cabeçuda deve ser registrado no Espírito Santo, de acordo com o Projeto Tamar. A espécie Caretta caretta encontra nas praias capixabas o segundo maior sítio reprodutivo do país. Nesta temporada que vai de setembro a março, há indícios de que as desovas serão equivalentes ou maiores que em 2015-2016, último recorde registrado.

De acordo com Cecília Baptistotte, analista ambiental do Centro Tamar, do ICMBio, esses resultados são fruto do esforço de anos de trabalho para fazer do litoral capixaba um local seguro para a reprodução das tartarugas.

“Isso é esperado porque são 35 anos de proteção dessas áreas. O momento em que as fêmeas sobem as praias para desovar, é o momento mais frágil da vida delas. Como são muitos anos de proteção, agora estamos colhendo os frutos. Inclusive temos novas fêmeas que estão entrando na população que desova aqui na área.”

Quando ocorre a eclosão dos ovos, geralmente dois meses após a desova, as praias são agraciadas com o espetáculo das pequenas tartarugas andando em direção ao mar. Esse evento, que chama a atenção principalmente das crianças, requer alguns cuidados. Não se deve, em hipótese alguma, pegar uma tartaruga que esteja fazendo o caminho. Da mesma forma, não é permitido levar tartarugas ou ovos para casa, o que configura crime ambiental. “É crime ambiental. São espécies ameaçadas, são protegidas por lei e é completamente proibido fazer esse ato.”

Caso um ou mais filhotes sejam encontrados na calçada ou na rua, o cidadão deve colocá-lo na areia da praia próximo ao mar. Se encontrar filhotes nascendo no ninho deve deixar o processo ocorrer naturalmente, ou direcioná-los ao mar, longe de qualquer foco de luz, como a de postes e de residências, que pode desorientá-los. As pessoas também devem entrar em contato com o Projeto Tamar, pelo número 3225-3787 ou com o Batalhão Militar da Polícia Ambiental, no telefone 3636-1650.

A tartaruga cabeçuda, que se reproduz no Espírito Santo, possui aproximadamente 8.200 ninhos espalhados pelo Brasil a cada temporada. As adultas possuem uma média de 140 kg. A espécie tem status ameaçado no país. Aqui no estado, elas preferem se reproduzir em praias desertas e escuras mais ao norte, como Comboios, Povoação, Pontal do Ipiranga, em Linhares, e em Guriri, em São Mateus.

 

 

Ver comentários