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Quando você desiste de uma grande empresa para abrir o seu negócio

Acompanhe a história do engenheiro Salim Aziz Baruqui Filho, de 32 anos, que deixou o Pará para ficar junto da família, em Vitória

O engenheiro de produção Salim Aziz Baruqui Filho abriu mão de uma carreira em uma grande empresa para abrir o próprio negócio
O engenheiro de produção Salim Aziz Baruqui Filho abriu mão de uma carreira em uma grande empresa para abrir o próprio negócio
Foto: Arquivo Pessoal

Trabalhar em uma grande empresa pode ser um sonho para muitas pessoas. Mas ficar longe da família, que mora no Espírito Santo, era um grande problema para o engenheiro Salim Aziz Baruqui Filho, de 32 anos. Depois de ter sido selecionado em um programa de trainee, ele foi realocado para atuar no Pará, na região Norte do país: a mais de três mil quilômetros de distância de Vitória.

“Eu comecei a perceber que mesmo podendo almejar grandes objetivos na empresa, a distância era um empecilho. Eu comecei a ponderar as coisas, até quando vale a pena crescer, porém, longe da família, que é um pilar muito forte. Foi quando resolvi abandonar a empresa”, contou.

Focado em mudar de vida, Salim voltou para Vitória com o objetivo de conhecer o mercado capixaba. Em uma conversa com um infectologista, que já tinha o projeto de abrir uma clínica de vacinação, o engenheiro vislumbrou a oportunidade de investir no seu próprio negócio.

“É uma clínica totalmente nova. A gente começou do zero. Não é uma franquia, não é uma ideia que já existia no mercado da clínica. A gente criou tudo”, comentou.

O novo empreendimento foi inaugurado em novembro de 2016, na Enseada do Suá, em Vitória. Desde então, Salim se sente realizado por ter o próprio negócio e ainda morar perto da família.

“Hoje é uma sensação totalmente diferente. A gente trabalha para o bem do nosso próprio negócio, perto da família, com a família dando todo suporte que a gente precisa. A clínica hoje é a minha vida também. A gente trabalha para constituir uma empresa bem posicionada no mercado com uma boa reputação. Hoje a gente trabalha para o nosso próprio bem”, observou.

Com o orçamento estreito, o início do negócio não foi fácil. Para conquistar os primeiros clientes, o próprio Salim foi às ruas entregar panfletos e visitar médicos para apresentar a mais nova clínica de vacinação do mercado.

“Quando a clínica começou a movimentar um pouco de pessoal a gente entrou no meio digital para unir duas fontes preciosas: é um artigo mais barato e ao mesmo tempo você consegue atingir um número maior de pessoas. 

Ainda segundo Salim, foi o ambiente digital que cativou mais clientes. Na internet, as pessoas podem acompanhar as vacinas disponíveis, além de se informarem sobre os sistemas de segurança em relação ao armazenamento dos medicamentos. Essa transparência, para o empreendedor, transmite mais credibilidade do serviço oferecido pelo negócio.

Aqueles que têm interesse em abrir um negócio, podem começar a se inserir no mercado sendo um Microempreendedor Individual, conhecido como MEI. Segundo a Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Estado (Femicro), esse é o modelo mais simples de se inserir no mercado. De acordo com o diretor da federação, Hugo Tofoli, o cadastro é feito de forma gratuita pelo site www.portaldoempreendedor.gov.br . São mais de 500 atividades que podem ser o pontapé inicial de um grande negócio. No entanto, segundo ele, no começo é preciso ter atenção.

“O MEI tem algumas restrições. Entre elas estão: o fato do empreendedor não poder ter nenhuma outra empresa; o CPF não pode estar vinculado a nenhum outro CNPJ. Ele só pode ter um funcionário e tem uma limitação de faturamento de R$ 72 mil por ano”, explicou.

Além de atender aquelas pessoas que querem abrir um novo negócio, o MEI também pode ser aquele empreendedor que já está no mercado, mas quer se regularizar com o governo. “Os benefícios principais são justamente sair da informalidade. A pessoa que não está formalizada está sempre preocupada com uma fiscalização. Além disso, não pode acessar mercados com seu produto. Vamos imaginar que sou um MEI e trabalho com alimento. Como vou vender meu produto para uma padaria, para um supermercado ou um pequeno mercado se não tenho registro desse produto?”, comentou Hugo.

O diretor da federação ainda destaca que outra vantagem de se tornar um microempreendedor individual é a facilidade de se conseguir linhas de créditos nos bancos para alavancar o negócio. Segundo o especialista, o objetivo do MEI é dar condições para o empresário se estruturar e fazer com que o empreendimento cresça.

“A gente tem que entender que o MEI foi criado para aquela pessoa que trabalha de forma informal ou está começando seu negócio e não para ficar a vida inteira naquilo ali. É para dar condições dela se estruturar, crescer e aí se transformar numa microempresa, uma pequena empresa e talvez até uma grande empresa no futuro”, finalizou.

 

 

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