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Michael Bay é blockbuster em sua essência

No Brasil para divulgar novo "Transformers", cineasta falou ao C2 sobre o filme e a carreira

Michael Bay, em suas próprias palavras, “ajudou a criar a linguagem do blockbuster moderno”. Podem até acusar o californiano de 52 anos de falta de modéstia, mas não é justo dizer que ele está mentindo. Com filmes como “Armageddon” (1998), o cineasta definiu a regra seguida ano após ano pela indústria: mais é mais – Bay não conhece sutilezas.

No Brasil para divulgar “Transformers: O Último Cavaleiro”, quinto filme dos robôs alienígenas criados pela Hasbro, o cineasta, ao lado da atriz Isabela Moner, uma das caras novas da franquia, se sentou para entrevista com jornalistas e não hesitou em desmerecer a crítica especializada.

“Uma vez perguntei a um jornalista por que ele pegava tão pesado comigo, por que eu incomodava tanto. Ele me respondeu: ‘porque você fez muito sucesso muito novo’”, contou. “Eu não preciso da crítica, faço filmes para o público. ‘Transformers’ faz milhões no mundo todo, é uma das franquias mais lucrativas do cinema”, completou.

Transformers

O filme que estreia na próxima quinta-feira (dia 20) é Michael Bay em sua essência: explosões (muitas explosões), som alto, cenas grandiosas e câmera lenta. A ideia, segundo o diretor, é criar uma experiência para ser curtida nos cinemas.

“(pegando um smartphone) É triste que as pessoas usem isso para ver filmes. Tentamos oferecer uma experiência, por isso filmamos tudo em iMax 3D, pra não dar dor de cabeça no público”, ponderou o diretor que optou pelas pesadas e caras câmeras iMax 3D ao invés da conversão na pós-produção, um processo mais barato e utilizado pela maioria dos filmes do mercado.

Michael Bay dirige a atriz Isabela Moner nos sets do novo “Transformers”
Michael Bay dirige a atriz Isabela Moner nos sets do novo “Transformers”
Foto: Paramount Pictures

Apesar de mostrar seu entusiasmo pelo cinema, Bay tratou de aliviar a espetada que deu em alguns colegas na pré-estreia - “alguns preferem filmar para a Netflix, outros para isso aqui (apontando para a tela iMax). “Há muita coisa boa sendo feita para a TV, estudos de personagens que não são possíveis no cinema”. Questionado, na sequência, se gostaria de ter mais tempo para desenvolver seus personagens, Bay foi taxativo.

“Queria ver um filme de Transformers com personagem menores, mais bem desenvolvidos, algo como a Marvel faz com os Vingadores. É difícil equilibrar tantos personagens em tela. Mas o filme do Bumblebee vem aí (2018) e poderemos ver isso. Não estarei dirigindo, mas continuarei na produção”, revelou o cineasta, que passará o bastão dos próximos filmes para se dedicar a projetos “menores” e praticamente descartou um novo “Bad Boys”: “hoje eles estariam mais para ‘Old Boys’.”

Revelação

Uma das caras novas da franquia, Isabela Moner completou 16 anos no dia da pré-estreia latino-americana do filme, realizada em São Paulo na última segunda-feira. Com ascendência peruana e espanhol fluente, a simpática atriz foi escolhida entre mais de 500 jovens e é uma das apostas para o futuro da franquia, que reconhece nela um potencial para alcançar o público teen e agradar a América Latina, um dos maiores mercados consumidores da série.

“Achei que seria mais fácil (risos), não sabia que estaria tão perto das explosões e que teria que usar protetor auricular durante as filmagens”, lembrou Isabela. “No primeiro dia eu estava intimidada, fui até Michael e ele me perguntou se eu sabia utilizar um extintor de incêndios. Disse que sim, claro, mas o fogo era muito maior do que eu imaginava (risos)”, completou a atriz, que fez questão de ressaltar que foi tudo feito com segurança absoluta.

O desafio, para Isabela, foi contracenar com personagens que seriam introduzidos na pós-produção. “Eu tentava olhar para um ponto fixo, como a gente conversa com as pessoas, mas não tinha ninguém ali. Mas teve uma vez que tinha a cabeça do Bumblebee em cena. Foi demais!”.

Rafael Braz viajou a convite da Paramount Pictures.

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