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"O Pastelão e a Torta" invade praças públicas da Grande Vitória

Montagem do grupo Folgazões se inspira nas ruas para levar cultura a todos

Residência Rede Gazeta 2017
Residência Rede Gazeta 2017
Foto: Divulgação

As praças públicas da Grande Vitória serão palcos para a peça "O Pastelão e a Torta", que acontece nos dias 13, 14, 15, 21 e 22 de outubro. A atração não só se apresenta na rua, mas também se inspira nela ao mostrar a história de personagens tão peculiares no nosso dia a dia.

O teatro popular é a origem da peça criada em 1500 e que, apesar de já ter sido adaptada em milhares grupos cênicos, tem sua autoria desconhecida. Foi somente em 2010 que a companhia capixaba Folgazões trouxe para Vitória o espetáculo que une a música, a dança e o humor para abordar assuntos sérios de forma gratuita. As apresentações são sempre abertas ao público.

Público esse, formado por cidadãos comuns, pessoas que às vezes passam por essas praças todos os dias, mas nunca estiveram sentadas em um local para assistir a uma peça de teatro. A proposta de levar o espetáculo para as ruas é  é justamente para aproximar esses cidadãos ao enriquecimento cultural através de peças teatrais.

LIBERDADE

Foto: Raphael Diniz

O diretor e ator do espetáculo “O Pastelão e a Torta”, Foca Magalhães, explica que por mais que a liberdade do teatro seja evidente, o espaço entre o palco e público funciona como uma quarta parede, impedindo uma interação mais pessoal. Já na rua, não há nenhuma barreira para que as pessoas possam se envolver com o que assistem.

“É um espetáculo que consegue chegar muito facilmente às pessoas, conseguimos sensibilizá-las pelo diálogo e pela interação dos personagens. Elas se sentem donas do espetáculo e ficam incentivadas a participar. Já houve casos em que houve interferência na peça e quem estava assistindo pensou até que fosse do roteiro,” conta.

O inevitável barulho das ruas exige espetáculos vivos, onde o corpo fala mais do que a própria voz dos atores e as expressões contam a história. No caso de “O Pastelão e a Torta”, o humor do texto traz um enfoque sério, que é a fome representada pelo pastelão e pela torta, símbolos de consumos desejados pelos personagens mendigos, Julião e Balandrot, vividos pelos atores Joãozinho Garcia e Duílio Kuster.

Por trás de toda a comédia há uma crítica sobre a indiferença com que os cidadãos tratam as pessoas em situação de rua
Duílio Kuster

Sobre a mensagem transmitida, o ator e diretor Duílio Kuster diz que, mesmo com sete anos de peça, o assunto da fome continua sendo muito atual e de grande relevância. Ele também afirma que a rua é o local que mais se encaixa com o tema abordado, mas infelizmente nem todos compreendem a crítica social que é feita.

“Por trás de toda a comédia há uma crítica sobre a indiferença com que os cidadãos tratam as pessoas em situação de rua. A ideia é a mesma há sete anos e continua atual, agora mais do que nunca, com o Brasil nessa crise. Porque trata de dois mendigos que lutam para sobreviver por comida. Muitos assistem à peça e se divertem mas nem todos pescam a ideia da peça que é de pessoas que vivem na rua e tentam achar meios de ganhar dinheiro”, afirma.

 

 

APRESENTAÇÕES:

13 de Outubro (sexta-feira), às 16h

Praça Don João Batista em São Pedro - Vitória ES

14 de Outubro (sábado) às 16H

Pracinha do Bairro Campinho da Serra 1 em Serra ES

15 de Outubro (domingo) às 16h

Praça Vila Betânia em Viana ES

21 de Outubro (sábado) às 16h

Praça Vale Encantado em Vila Velha ES

22 de Outubro (domingo) às 16h

Praça Vila Palestina em Cariacica ES

 

 

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