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Meia do Brancão ficou sem jogar por 6 anos para estudar engenharia

Além da engenharia civil, Fabinho também investiu na plantação de café e pimenta

Fabinho, meia do Rio Branco
Fabinho, meia do Rio Branco
Foto: Luciana Castro

Quem vê o meia Fabinho sendo acionado pelo treinador Erich Bomfim no decorrer dos jogos do Rio Branco nem imagina que ele tinha deixado o futebol de lado, por seis anos, para se tornar engenheiro. O meia, que deve começar jogando neste domingo, diante do Serra, na vaga de Anderson, recomeçou a carreira no esporte depois de ter como último clube o Jaguaré.

Fora das quatro linhas, Fabinho, de 26 anos, investiu na plantação de café e pimenta, junto do pai, e nos livros de engenheria civil. Mas a paixão pela bola falou mais alto e ele viu na Copinha uma oportunidade de recomeçar e alçar voos mais altos. E agora ele tem a oportunidade de ser, pela primeira vez, titular na equipe capa-preta.

6 anos

Foi o tempo que o meia Robinho ficou afastado do futebol profissional

“É bom para a gente que vem do banco mostrar que também tem nosso valor. Aqui no Rio Branco somos um grupo. Não são só os 11. Entrei em dois jogos e tenho procurado melhorar a cada dia com o trabalho forte. Mesmo que nosso clube já esteja classificado para as semifinais, a gente quer ganhar, isso é bom para o ego”, disse o jogador que é um dos mais cotados para a vaga de Anderson, que está pendurado com dois amarelos e vai ser poupado.

Sobre o retorno aos gramados, o futuro engenheiro revelou que teve o apoio da esposa e dos pais. “Futebol está no sangue. Optei por outras escolhas nesse tempo que fiquei fora, mas futebol é o que gosto. Foi difícil, estava seis quilos acima do peso quando cheguei no Rio Branco, no fim de junho. Mas tive esta oportunidade no clube, tive o apoio da minha família, que mora em Jaguaré, e agora pretendo alcançar voos mais altos aqui no Rio Branco e também fora”, comentou o jogador.

Futebol está no sangue. Optei por outras escolhas nesse tempo que fiquei fora, mas futebol é o que gosto
Fabinho, meia do Rio Branco

Fabinho, no entanto, ainda não se formou. Precisa terminar uma matéria para conquistar o canudo na faculdade. “Estou esperando ter mais tempo e dinheiro para terminar o curso”, disse.

Antes de pensar em ser engenheiro, o atleta fez sua base no Fluminense, passou pelo Arsenal, da Inglaterra, Linhares e Jaguaré.