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Após saída de Vidal, Pizzi não fica no Chile e Bravo deixa futuro em aberto

Meia do Bayern anunciou aposentadoria da seleção após ficar fora da Copa do Mundo. Treinador também não segue no comando. Goleiro do City espera novo técnico

A derrota para o Brasil por 3 a 0 na última terça-feira deixou feridas abertas no Chile. Além de ficar fora da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, alguns dos principais nomes do país devem se despedir da seleção. O primeiro a anunciar foi Arturo Vidal. O técnico Juan Antonio Pizzi também revelou que não permanece no comando da "La Roja". Quem deixou o futuro em aberto foi o goleiro Claudio Bravo.

Aos 34 anos, o capitão não definiu se segue atuando pela seleção sul-americana. Ele colocou algumas condições para continuar jogando pelo Chile.

- Creio que depende do técnico que chegar e a ideia que tenha. Me sinto capacitado para continuar, mas é tempo de analisar e ver quem chega para comandar. O treinador que chegar não deve ser temporário. Os mais novos devem jogar o mesmo tempo que os adultos - disse o goleiro, após a derrota para o Brasil.

Bravo, que atua no Manchester City, pediu que a Federação Chilena tenha sabedoria para escolher um novo comandante.

PIZZI DEIXA A SELEÇÃO

Juan Antonio Pizzi também não continuará no Chile. O treinador admitiu ser o 'principal responsável' pela não classificação da seleção à Copa do Mundo.

- Eu tenho que falar e avaliar o que eles querem para a seleção e com base nisso escolher. Meu contrato chegou ao fim e eu me demito - disse o técnico, logo após a partida.

O contrado de Pizzi se encerrava ao fim deste mês. Sem a vaga para a Copa, o treinador afirmou que não renovará.

- Eu sou o principal responsável por esta situação. Fui aquele que escolheu os jogadores, os esquemas de jogo e, por tudo isso, assumo a responsabilidade.

A derrota para o Brasil deixou o Chile na sexta colocação das Eliminatórias Sul-Americanas, com 26 pontos, fora até da repescagem.