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"Homem mais forte do mundo" mora em Vila Velha e recolhe animais das ruas

Natural do Rio de Janeiro, Jair Gomes tornou-se uma lenda do levantamento de peso nos anos 2000 ao puxar caminhões de até 30 toneladas

O homem considerado o mais forte do mundo na década de 2000 mora na Praia da Costa, em Vila Velha, há 12 anos. A escolha de Jair Gosme em residir no Espírito Santo está na ponta da língua do atleta: “Aqui tem as melhores praias e as mulheres mais bonitas do país.” Se hoje o strongman que puxava carretas de até 30 toneladas utiliza da própria imagem para fazer sucesso no ramo empresarial, já que possui uma empresa de distribuição de suplementos, o passado de Jair foi de bastante perseverança. Desde os primeiros anos de vida ele se destacava no Rio de Janeiro, onde nasceu, por conta força física acima da média.

Jair Gomes tem record pessoal de 30 polegadas
Jair Gomes tem record pessoal de 30 polegadas

Na época da escola, por exemplo, nenhum colega de classe tinha coragem de implicar com ele. Para se ter uma ideia, aos 10 anos de idade, Jair media 1,78 de altura e pesava 90kg. Números que justificam o respeito mútuo dos amigos de colégio, né?! Esportista nato e incentivado pela família, principalmente pela mãe Mara Motta, a criança “brutamonte” começou a malhar por sempre ter gostado de suspender grandes quantidades de peso. De acordo com ele, é uma paixão que veio de berço.

“Vim ao mundo já sendo gigante. Minha mãe fala que nasci com mais de 5kg. As pessoas ficam surpresas que sou fortão, mas treino há 32 anos e sempre quis ter o físico que tenho hoje. Minha infância sempre foi envolvida com algum tipo de esporte e usar a força do corpo é algo que sempre curti fazer. Malhava, fazia judô, karatê, natação, boxe tailandês e por aí vai. Ninguém chega no ápice sem ter um propósito”, comentou Jair Gomes, de 42 anos.

Jair Gomes mora em Vila Velha e diz amar a cidade canela-verde
Jair Gomes mora em Vila Velha e diz amar a cidade canela-verde
Foto: Fernando Madeira/A Gazeta

Na academia o jovem conheceu o fisiculturismo e, posteriormente, foi apresentado ao levantamento de peso, onde finalmente se encontrou. A primeira oportunidade de competir pelo novo estilo esportivo surgiu após uma semana de treinos. Resultado: foi campeão carioca e, de quebra, bateu o record sul-americano no agachamento, no supino reto e no levantamento terra. Em 1998, durante um evento envolvendo os maiores nomes do esporte no mundo, ficou atrás somente do finlandês Jouko Ahola, uma lenda da modalidade.

“Já fiz provas bem bizarras. É que o strongman não é somente força bruta, quando o atleta vai lá, levanta o peso e pronto. Exige bastante dinamismo. É uma mistura de força e técnica. Já puxei duas carretas de uma só vez. Juntas elas totalizavam 30 toneladas. Se colocar um caminhão de 15 toneladas eu ainda puxo. Até hoje tenho equipamento para puxar peso. Já levantei uma caminhonete com 18 pessoas em cima. Era muito peso. Pensando agora eu vejo que era uma loucura (risos)", brinca.

Coração também é grande

O Brasil e o mundo conhece a força física diferenciada que Jair Gomes tem. Entretanto, maior que sua estrutura muscular é o coração do atleta. Atualmente, o esportista divide seu tempo entre o ramo empresarial, a academia e a função de retirar animais das ruas, principalmente cachorros. Os dois cães que moram com Jair, inclusive, foram adotados por ele, que os encontrou abandonados e correndo risco de morte.

“Como estou solteiro, moro apenas com dois cachorros (Carnicinha e Neguinho). São dois vira-latas que encontrei na rua e os levei para minha casa para eu cuidar e tratar. Estão lá comigo até hoje. Eu sou protetor de animais no Espírito Santo e sempre que posso estou ajudando a cuidar de algum. Me sinto muito feliz em fazer isso”, contou Jair.

Natural do Rio de Janeiro, Jair Gomes já foi o homem mais forte do mundo nos anos 2000
Natural do Rio de Janeiro, Jair Gomes já foi o homem mais forte do mundo nos anos 2000
Foto: Fernando Madeira/A Gazeta

Competindo, Jair Gomes teve a oportunidade de viajar o mundo. Escócia, Irlanda, Inglaterra, Finlândia, País de Gales e Portugal são alguns dos locais por onde o atleta passou para demonstrar sua força. Agora, para ajudar no desenvolvimento da modalidade no Estado e em todo o Brasil, ele quer colocar sua experiência em ação.

“Ser referência para os mais jovens é a melhor coisa para mim. Vale toda cicatriz que tenho no corpo, cada lesão que tive. Fico até emocionado em falar sobre isso. Até hoje tenho uma certa credibilidade por conta do que conquistei competindo. Meu pensamento no momento é ajudar novos atletas, a federação do Espírito Santo e a Confederação Brasileira. É transmitir o que aprendi”, finalizou.