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Daniel Mendes e Renata Bazone correm pelo ouro no mundial de Londres

Candidatos a conseguirem medalhas de ouro em suas provas no mundial da modalidade, paratletas capixabas fazem últimos ajustes antes da viagem

O tempo de 50s25 no cronômetro simboliza uma onda de sentimentos. Confiança por continuar sendo o mais rápido nos 400m, euforia pela medalha de ouro no Open Internacional de Atletismo e alegria pelo índice para o Mundial de Londres. A marca é muito acima da média e promete lhe render um novo pódio na terra da rainha. Pelo menos essa é a expectativa de Daniel Mendes, que completa de 38 anos nesta quinta-feira e está de malas prontas para defender as cores do Brasil na Inglaterra. Ouro na competição em 2013 e 2015, o paratleta faz os últimos ajustes na preparação para ir em busca de mais um pódio.

Daniel Mendes, paratleta capixaba
Daniel Mendes, paratleta capixaba
Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

Para que o objetivo seja totalmente realizado, o corredor tem aprimorado a forma física em São Paulo para encarar de frente uma maratona de provas, já que o evento será realizado de 14 a 23 de julho, caso ele vá passando de fase e chegue nas tão desejadas finais nas corridas da categoria T11. Isso porque, além de correr nos 400m, Daniel Mendes vai para as pistas também nos 200m e no revezamento.

"É certo que teremos um cronograma cheio de compromissos durante o Mundial. Só saberei quantas provas farei quando chegar lá, mas deve ter fases classificatórias, semifinais e a finais. Por isso, tenho que estar 100% fisicamente e com a parte técnica nas pontas. Estou confiante em trazer de lá três medalhas. Afinal, nunca fui para um Mundial e voltei de mãos vazias", disse Daniel Mendes.

Renata Bazone e seu guia Fernando Martins
Renata Bazone e seu guia Fernando Martins
Foto: CPB/Divulgação

Depois das conquistas das medalhas de ouro nos 800m T11 e bronze nos 1500m T11 (provas para atletas totalmente cegos) no Mundial de Atletismo de 2015 disputado em Doha, no Catar, Renata Bazone quer manter sua hegemonia na competição. Deixando todas as adversárias para trás durante a disputa do Open Internacional, a atleta ficou com o tempo de 2min31s22. Contudo, semanas depois, ela e o guia Fernando Martins conseguiram baixar a marca para 2m27s12.

Especialista nos 800m e uma das melhores do mundo na atualidade na prova, Renata sabe que agora precisa se dedicar para repetir a façanha de 2015 novamente no Mundial de Londres.

“Meus treinamentos são puxados e não tenho muito tempo para descansar. Me preparo na pista do Instituto Federal do Estado (Ifes) com treinos de segunda à sábado, sempre pela parte da manhã. Na parte da tarde, faço um trabalho complementar na academia para fortalecer os músculos. Só com essa rotina conseguirei chegar bem para ganhar um novo ouro”, explicou.

Equipes fazem a diferença

O Mundial é a maior meta nesta temporada, mas Daniel Mendes acredita que ainda tem muita lenha para queimar. Aos 38 anos, o capixaba não quer nem pensar em aposentadoria. Para ter mais longevidade, ele fez mudanças no seu staff. Como técnico, agora, ele tem Katsuhico Nakaya, e o guia é Wendel Souza.

“Recentemente voltei a bater recordes pessoais, fiz o segundo melhor tempo da minha carreira e só tenho a evoluir. Estou melhorando a cada dia. As mudanças nos treinos e na equipe fizeram toda a diferença e isso me motiva para tentar ir para a próxima Olimpíada. A cabeça está em Tóquio”, falou Daniel Mendes.

Daniel Mendes notou que precisaria fazer mudanças no time para atingir um nível maior. No caso de Renata Bazone a situação é diferente. A paratleta manteve o atual treinador, Ernesto Mendonça, e seu guia Fernando Martins. A preocupação da corredora no Mundial é clara: as adversárias.

"Preciso estar bem focada. As rivais da Colômbia, da China, do México e dos Estados Unidos sempre vêm forte. Vai ganhar quem adotar a melhor estratégia", finalizou Renata Bazone.