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Jordan Correia quer fechar o ano entre os 700 melhores do mundo

O tenista capixaba de São Mateus ocupa atualmente a posição de nº 857 no ranking profissional da ATP

Quando Gustavo Kuerten conquistou o primeiro título de Roland Garros, em junho de 1997, Jordan Correia sequer havia nascido. Vinte anos depois da histórica conquista de Guga - a primeira das três que obteve no saibro francês - o capixaba de 20 anos já escreve os próprios passos no tênis nacional e vislumbra deslanchar na carreira.

Jordan Correia já é aos 20 anos o melhor tenista da história do Espírito Santo no ranking da ATP
Jordan Correia já é aos 20 anos o melhor tenista da história do Espírito Santo no ranking da ATP
Foto: Ricardo Medeiros

O tenista natural de São Mateus já é o melhor atleta capixaba da história no esporte, ocupando o posto de 857 no ranking da ATP e é treinado pelo ex-número 1 do mundo, o espanhol Juan Carlos Ferrero. Durante passagem em Vitória, o tenistas conversou com o Gazeta Online falou sobre o início da carreira, a rotina de treinos na Espanha e sobre seus projetos na modalidade.

Início no tênis

Comecei a jogar com 10 anos, em São Mateus, depois que um amigo me convidou e depois daquele dia nunca mais parei. Quando peguei a raquete pela primeira vez decidi que era aquilo que gostaria para mim. Foi de imediato.

Destino: Espanha

Com 13, 14 anos eu estava me sobressaindo a nível Brasil e conversei com meus pais e demonstrei que gostaria de dar um próximo passo. Escolhi a academia do Ferrero por ser de referência e bater com o estilo do meu jogo.

Gustavo Kuerten

O Guga é um ídolo e um espelho para mim. Depois que iniciei no tênis, tomei ele como uma referência.

Esporte de elite?

Infelizmente é uma realidade que nós temos, em especial no Brasil e no Estado. Nem todos podem praticar e se profissionalizar porque os materiais são caros. Tive a sorte de meus pais, com muito sacrifício, me darem o suporte necessário no início.

Estreia profissional

Minha primeira partida profissional foi com 16 para 17 anos, após um convite feito pelo Ferrero em um torneio disputado em Múrcia, na Espanha. Apareci ali no ranking da ATP.

Rotina de tenista

Moro dentro da academia com outros atletas e os treinos são diários. Poucos locais podem oferecer a estrutura que encontro lá. Conto com fisioterapeutas, academia, técnicos, tudo de altíssimo nível.

Ranking na ATP

É um feito bacana (estar entre os mil melhores do mundo). O tênis exige evolução diária, mas tenho a consciência de que é só o começo. Ainda tenho muito para crescer.

Primeiro título

Os torneios são disputados em jogos de simples e duplas. Prefiro jogar simples, mas pratico também nas duplas porque conta pontos e tem a premiação, além de melhorar alguns fundamentos. Foi especial ter vencido a chave de duplas na Ucrânia (Jordan jogou ao lado do espanhol Carlos Boluda, em junho).

Evolução

Atualmente estou disputando os torneios de nível future, que seria a porta de entrada na ATP. Todos os tenistas iniciam nessa fase e depois, conforme a evolução, vão subindo de nível e partem para os challengers, ATP’s 250 até chegar nos grand slams. Pretendo ficar nesse estágio atual até o fim do ano e depois subir de nível nos torneios.

Disputa nacional

Estou entre os quatro melhores tenistas do Brasil na minha faixa etária, o que já é gratificante.

Feito para o Estado

Sinto orgulho de já tão novo chegar nesse nível (melhor tenista da história do Estado na ATP). Representar nossa bandeira é muito bacana e satisfatório.

Projeção

Quero terminar o ano abaixo dos 700 na ATP e em 2018 tentar um salto maior, talvez 400, para já pegar uns torneios maiores.

DESAFIO

A convite da reportagem, o tenista Jordan Correia aceitou disputar alguns pontos contra o repórter. Confira no vídeo abaixo o resultado da partida.

Tenista profissional contra um tenista amador por GazetaOnline

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