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Capixaba vai disputar ultramaratona de 246 km entre Atenas e Esparta

Essa será a terceira participação do professor Carlos Gusmão no Spartathlon

Carlos Gusmão já participou da prova do Spartathlon em 2014 e 2105
Carlos Gusmão já participou da prova do Spartathlon em 2014 e 2105
Foto: Divulgação

O professor de educação física Carlos Gusmão é apaixonado por corridas há muitos anos, começou disputando provas mais curtas, participou de algumas competições de triatlo, mas em 2005 resolveu se arriscar em uma prova mais difícil e descobriu o seu fascínio por corridas de longa distância.

Um das primeiras provas de longa duração teve 100 quilômetros, mas Carlos Gusmão queria desafiar ainda mais os limites do seu corpo e em 2014 chegou ao Spartathlon, uma incrível prova com 246 quilômetros, onde os competidores passam mais de um dia correndo em ruas históricas da Grécia, entre as cidades de Atenas e Esparta.

Carlos Gusmão já participou da prova do Spartathlon em 2014 e 2105
Carlos Gusmão já participou da prova do Spartathlon em 2014 e 2105
Foto: Divulgação

A prova foi desgastante, Carlos Gusmão sofreu com as dores por vários dias, mas se sentiu realizado. O prazer foi tanto que o capixaba também disputou o Spartathlon em 2015 e agora está contando as horas para “voltar a sofrer” mais uma vez. O corredor já está na Grécia e vai disputar a prova pela terceira a partir desta sexta-feira (29).

“O sacrifício é muito grande, mas é gratificante. São 400 ultramaratonistas escolhidos a dedo para participar dessa competição, significa que estou entre os melhores do mundo”, explicou o capixaba.

Para demonstrar o quanto a prova do Spartathlon é seleta, apenas Carlos Gusmão e outros dois corredores brasileiros foram escolhidos para participar da disputa.

Na última vez que participou da competição, Carlos Gusmão completou a prova em 33h08. Agora a meta do capixaba é diminuir ainda mais o seu tempo. “Quero completar em menos de 30 horas. A distância é grande e o maior desafio que temos é o tempo. O prazo máximo para completar é de 36 horas e são 75 pontos de corte ao longo da prova. É uma prova contra o relógio”, concluiu o treinador.

Peso histórico é motivação extra

Além de toda a adrenalina que move os atletas em cada desafio, o peso histórico da corrida do Spartathlon também foi determinante para Carlos Gusmão aceitar um desafio tão grande.

Todo o percurso e a duração da prova não são por acaso e tem como principal meta refazer os trajeto feito Pheidippides. Pela lenda dos gregos, o mensageiro percorreu todo esse trajeto há mais de 2500 anos, quando saiu de Atenas, a pedido do Rei, e foi até Sparta pedir ajuda no combate contra os persas. Façanha registrada o historiador grego Heródoto.

Carlos Gusmão já participou da prova do Spartathlon em 2014 e 2105
Carlos Gusmão já participou da prova do Spartathlon em 2014 e 2105
Foto: Divulgação

“A maior satisfação é fazer parte da história, é poder correr no berço da corrida na antiguidade. A corrida passa por templos e monumentos históricos e a parte mais emocionante é na reta final, quando podemos avistar a estátua do Rei Leônidas”, concluiu o corredor capixaba.

Spartathlon 2017

Local: Grécia

Quando: 29 e 30 de setembro

Distância: 246 quilômetros

Número de participantes: 400 corredores (três brasileiros)

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