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Menino se perde da mãe em shopping após ser liberado de brinquedo

Criança havia sido deixada pela mãe em um brinquedo de um shopping na Serra; monitora do parquinho acusou a mulher de ser irresponsável

Menino, de 6 anos, foi liberado sem estar acompanhado de nenhum responsável
Menino, de 6 anos, foi liberado sem estar acompanhado de nenhum responsável
Foto: Reprodução/Facebook

A cabeleireira Patrícia da Costa Siqueira, de 29 anos, deixou o filho Bernardo, de 6 anos, no parquinho de um shopping da Serra. Ela pagou R$ 15 por 20 minutos, e, ao buscar a criança com três minutos de atraso, ele já havia sido liberado pela administração do brinquedo, que ainda disparou para a mulher: "você é que é irresponsável", como a própria detalhou à reportagem do Gazeta Online. 

Segundo Patrícia, é de costume o filho ficar brincando nesses brinquedos de shoppings, mas quando é o caso de ela se atrasar, a cabeleireira conta que paga a diferença da fração de tempo. "Lá foi a primeira vez que deixei ele, na última semana, e isso nunca tinha acontecido antes. É um absurdo", reclama.

A cabeleireira comenta que ficou desesperada quando se deu conta de que Bernardo não estava à sua vista, e ficou com o coração mais apertado ainda ao encontrar o menino e ele dizer "não me abandona, mamãe", abraçando Patrícia. 

"Comecei a gritar igual a uma louca no meio do shopping, e a sorte é que ele estava por perto. Ele estava assustado e correu para me abraçar. Ainda ficou parecendo que eu que abandonei meu filho", desabafa.

Patrícia frisa que, ao questionar a administração do brinquedo, foi chamada de irresponsável por uma das atendentes. "Ela foi autoritária e disse que era o meu filho, que eu havia sido irresponsável", finaliza. 

Indignação

Em seguida, a cabeleireira publicou a situação em vários grupos em redes sociais e a postagem viralizou com a indignação de internautas. "A funcionária está errada. Se tem um cadastro, ela deveria ter ligado ou deixasse extrapolar o tempo e depois cobrava o valor. Quem julga, não tem filhos. Exija providências da empresa", alertou uma mulher.

Outra internauta opinou: "eu trabalho em escola, quando as crianças são liberadas e os responsáveis não vêm buscar, ligamos para eles. Às vezes a criança vai embora uma hora e meia depois do estipulado. Pensando como algumas pessoas estão falando, eu não sou babá de ninguém também. Sou uma prestadora de serviço por um tempo estipulado. Então eu deveria soltar a criança na rua e culpar os responsáveis depois? Me poupe gente, pode ser três minutos ou uma hora, se está sob nossa responsabilidade precisamos sim cuidar".

"O erro foi nosso", admite dono do parquinho

Procurado, o proprietário da B2Mall, empresa que administra o evento, como é chamado o parquinho, admitiu o erro e disse que não é essa a conduta que é orientada aos funcionários. Tom Abrão, de 40 anos, mora em Curitiba, mas está na Serra pessoalmente para se desculpar com Patrícia e esclarecer os fatos no local. "Eu já cheguei a fazer contato com a Patrícia, pedi desculpas, e vou ao evento para ter uma reunião com a monitora, que nós já identificamos quem é", completa. 

Tom explica que Bernardo provavelmente saiu do cercado sem que a equipe tenha prestado a atenção, e nenhum funcionário se preocupou em procurar a criança. Questionado quanto à alegação da mãe, o empresário diz que irá apurar as versões. "Se realmente a monitora disse para Patrícia que ela era irresponsável, ela está totalmente errada. Não poderia ter falado dessa forma nunca", finaliza. 

Ele conta que o que é de praxe é que o monitor, quando esgotado o tempo da criança, entre em contato com o responsável para decidir o que será feito. "Nunca liberar o menor. Mesmo que ele fique lá, ele não pode sair desacompanhado", frisa. "Independentemente da criança ter excedido o tempo, ela está sob nossa responsabilidade", pondera.

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