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Sem sobrenome, capixaba tenta achar a família após se perder em praia

Josiane se perdeu em uma praia de Vila Velha quando tinha entre 4 e 5 anos. Hoje com 30 anos e três filhos, ela sonha em encontrar os pais e os irmãos

Josiane se perdeu da família quando era criança e agora tenta encontrar os pais e os irmãos
Josiane se perdeu da família quando era criança e agora tenta encontrar os pais e os irmãos
Foto: Reprodução/Facebook

As lembranças da infância são curtas e confusas. Na certidão de nascimento, o espaço destinado aos sobrenomes segue em branco e ela carrega um único nome no documento: Josiane. Aos 30 anos, a embaladora de supermercado só conhece uma família, a que ela formou ao lado dos três filhos e do companheiro Rogério Gama. Da família biológica, sabe apenas que tem irmãos - sem conseguir dizer exatamente a quantidade -, mas não conhece os pais, os avós ou mesmo os tios. Ainda criança, perto dos cinco anos de idade, ela se perdeu da família em uma praia de Vila Velha e desde então convive com a tristeza de não conhecer a própria origem.

"Lembro muito pouco da minha infância, mas tenho recordações de uma casa com família grande. Na memória guardei imagens de uma casa que tinha dois poços de água e ficava no pé de um morro, perto da linha do trem. A cidade onde ficava a casa eu não sei. Pelo pouco que lembro, eu era uma das filhas do meio. Sei que tenho irmãos mais velhos e talvez até mais novos que eu, mas não faço ideia de quantos são e nem aonde estão. Lembro que dormi em papelão e vaguei pelas ruas pedindo ajuda, até me encontrarem em uma praia de Vila Velha. Imagino que eu tenha me perdido na praia, mas não sei se foi mesmo isso que aconteceu. Eu tinha uns quatro anos", conta.

Josiane se perdeu da família quando era criança e agora tenta encontrar os pais e os irmãos
Josiane se perdeu da família quando era criança e agora tenta encontrar os pais e os irmãos
Foto: Reprodução/Facebook

Ao ser encontrada, Josiane foi encaminhada para uma casa de acolhimento e de lá foi levada para o Lar Batista, em Laranjeiras, na Serra, onde viveu dos 5 aos 18 anos. A busca pelos familiares é antiga. Ela buscou informações sobre os pais e os irmãos, em vão, no orfanato onde viveu e até em órgãos públicos do Estado. Sem perder a esperança, sonha em poder dar avós aos filhos e diz que uma das filhas gêmeas tem uma pinta de nascença na testa que pode  ser herança da família materna.

"Na época, quem fez o meu documento foi um juiz, definiram a minha idade pela a avaliação da minha arcada dentária. Quando perguntou o meu nome fico até sem jeito de dizer que me chamo apenas Josiane. É triste não ter contato com a família, não ter um abraço dos pais nos dias difíceis, não ter para quem ligar em datas comemorativas como dia dos pais e dia das mães. Meus filhos só conhecem os avós paternos, queria poder apresentar meu pais para eles, dizer que eles tem avós maternos. Tenho um menino (Abraão) de três anos e duas meninas que são gêmeas, mas não são idênticas. A Ana Clara é muito parecida comigo e nasceu com uma mancha na testa. Ninguém na família do pai tem essa mancha na testa, pode ser que alguém da minha família tenha", afirma.

Tem alguma pista que pode ajudar a Josiane a encontrar a família? Entre em contato com ela pela rede social (clique aqui) ou por telefone: (27) 99581-2797 

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