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Epidemia de esporotricose exige atenção de donos de animais de estimação

Doença é comum em gatos, mas é transmissível para humanos

 

A doença tem cura, mas o tratamento dura pelo menos seis meses
A doença tem cura, mas o tratamento dura pelo menos seis meses
Foto: Pixabay

Atenção, donos de animais de estimação: a Secretaria municipal de Saúde anunciou, desde o ano passado, que a cidade vive uma epidemia de esporotricose, com aumento de cerca de 400% dos casos de 2015 para 2016. A doença, que costuma vitimar gatos, embora também afete cães, é proveniente de um fungo, transmitida por arranhões ou mordidas, e é transmissível para humanos.

Supervisora veterinária da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), em Benfica, Raquel Lopes da Rocha explica que os donos devem estar atentos às feridas dos animais, principalmente, no focinho, nas pontas das orelhas e na cauda.

— A doença vai abrindo várias feridas, que podem levar o animal a óbito. Neste caso, eles devem ser cremados, e não enterrados. A esterilização dos animais ajuda, porque eles contraem a doença uns dos outros quando vão em busca de fêmeas no cio. É o momento em que brigam e um animal contaminado infecta um saudável. Nos humanos, os sintomas são os mesmos: as feridas. Quem tem gatos ou cães e está com esse sintoma, assim como os animais, deve procurar um médico — afirma.

A doença tem cura, mas o tratamento dura pelo menos seis meses. Subsecretária municipal de Defesa Animal, a veterinária Suzane Rizzo explica o que tem sido feito para minimizar os efeitos da epidemia.

— Temos uma parceria com o Instituto Jorge Vaistman (na Mangueira) para fazer os exames e diagnosticar a doença nos postos de castração, além de distribuir o medicamento para o tratamento. Já iniciamos este trabalho, com a distribuição para os animais do Campo de Santana, e já temos este tratamento também sendo feito na Fazenda Modelo. Diagnóstico e tratamento são oferecidos de forma gratuita pela prefeitura — afirma.