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Parada Gay tem protestos contra Temer em SP

Manifestantes carregam cartazes e bótons contrários ao governo

Protestos contra o governo Temer durante a Parada Gay em São Paulo
Protestos contra o governo Temer durante a Parada Gay em São Paulo
Foto: FABIO MOTTA

Além dos famosos e do clamor por mais tolerância, a 21ª Parada do Orgulho LGBT, que atraiu segundo os organizadores mais de três milhões de , contou também com manifestações contrárias ao governo de Michel Temer.

Apesar de os gritos não terem dominado o evento, marcado por música alta vinda dos trios elétricos que desfilaram pela Avenida Paulista, uma grande quantidade dos presentes carregava cartazes, faixas e portava bótons com frases como "Amar sem Temer".

"Eu sou 'Fora Temer', mas acho que nenhum governo nosso fez nada de especial pelas políticas LGBT. A gente não vivia num paraíso antes. O que acontece agora é um avanço de políticas conservadoras em diversas áreas e precisamos lutar contra isso. Existe uma desesperança muito grande com o PMDB no poder" protestava Gabriel Furlan, estudante de publicidade da USP.

Era a primeira vez de Gabriel na parada. Ele estava com uma camiseta com os dizeres "Make America Gay Again", em referência ao slogan utilizado na campanha presidencial de Donald Trump nos EUA ("make america great again").

"Usei ela na empresa quando o Trump assumiu a presidência e quis usar aqui hoje, porque acho que a América não se refere apenas aos Estados Unidos, mas sim todo o continente" conta o rapaz, estagiário de uma grande empresa de tecnologia que é uma das apoiadoras do evento no país.

Apesar da mensagem bem humorada, Furlan afirmou ter muita "desesperança" no avanço de políticas públicas LGBT no governo Temer.

"Mas também precisamos nos manifestar. Não podemos perder força politica" disse.

Na chegada de um dos trios elétricos na Avenida da Consolação, um dos que animavam a marcha com microfones se despediu com gritos de "Fora Temer". Vários se juntaram a ele, mas os gritos cessaram rapidamente.

Uma faixa de protesto com os dizeres "Não me venham com indiretas" circulava no meio da avenida. Alguns dos presentes na calçada deram risada do trocadilho, que remete tanto ao clima de "azaração" quanto à possibilidade de eleições indiretas caso Michel Temer não permaneça na presidência.