Notícia

Banhista arrisca a vida ao tentar montar no elefante marinho Fred

Animal reapareceu no Estado no último dia de 2016. Algumas pessoas insistem em não atender às recomendações de não tocar e nem se aproximar dele

Apesar dos constantes pedidos para que a população não toque e nem se aproxime do elefante marinho conhecido como "Fred", que reapareceu no Estado no último dia de 2016, na praia de Capuba, na Serra, algumas pessoas insistem em não atender às recomendações. Uma delas, inclusive, chegou a tentar montar no animal. 

A coordenadora técnico-científica do Instituto Sea Shepherd Brasil no Espírito Santo, Cíntia Silva Varzim, fez um relato no Facebook. "A grande dificuldade nesse tipo de situação se dá quando a população não se coloca como aliada ao animal, mas como mais um fator estressante para ele."

E continua: "Ao chegarem aqui, as pessoas recebem o esclarecimento necessário para que entendam a necessidade do repouso do elefante marinho. Mas até durante a madrugada, muitas pessoas vieram. Conversei com famílias, casais, crianças desacompanhadas de seus responsáveis, inclusive. O trabalho de conscientização está sendo feito, precisamos que haja colaboração. Não é um evento turístico."

O técnico em Meio Ambiente do Instituto Brasileiro de Fauna e Flora (Ibraff), Claudiney Rocha, reforça o pedido. "Constantemente tem pessoas querendo tocar, tirar selfie ou sentar em cima do animal, isso é totalmente errado. Ao tentar montar no elefante marinho, a pessoa coloca a vida em risco e ainda comete crime ambiental."

Claudiney explica que não é necessário remover o bicho. "As pessoas acham que tem que salvá-lo de qualquer forma. Mas o Fred não está morrendo e não há a necessidade de jogar água nele e levá-lo ao mar. O animal não pode ser removido da praia porque é complicado reintroduzi-lo ao habitat. Só fazemos o resgate em último caso. Por exemplo: se correr risco de vida, ter uma nadadeira amputada ou ficar cego de um olho, o que não é o caso do Fred. Ele está descansando."

Durante a virada do ano e nessa primeira manhã de 2017 o elefante foi monitorado por representantes do núcleo capixaba...

Publicado por Ipram - Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos em Domingo, 1 de janeiro de 2017

Ver comentários