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Duplicação da BR 262 começa em abril, diz DNIT

São R$ 120 milhões para para o primeiro trecho, que vai do km 16, da altura da ponte de Viana, até o Km 71, nas proximidades da Casa da Bica, em Domingos Martins.

Espírito Santo reivindica a obra porque a rodovia, principal conexão entre o Estado e Minas Gerais, traz insegurança ao motorista por sua precariedade e traçado extremamente sinuoso
Espírito Santo reivindica a obra porque a rodovia, principal conexão entre o Estado e Minas Gerais, traz insegurança ao motorista por sua precariedade e traçado extremamente sinuoso
Foto: Ricardo Medeiros

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirmou nesta segunda-feira (20) que as obras de duplicação da BR 262 - rodovia que liga o Espírito Santo a Minas Gerais - devem começar a partir da segunda quinzena de abril.

Esse investimento deve totalizar cerca de R$ 300 milhões aportados pelo governo federal na 262 entre este ano e 2018 – uma empresa privada venceu a licitação e vai realizar a obra. São R$ 120 milhões para para o primeiro trecho, que vai do quilômetro 16, da altura da ponte de Viana, até o quilômetro 71, nas proximidades da Casa da Bica, em Domingos Martins. 

OS ÚLTIMOS CAPÍTULOS

A novela da duplicação teve início em 2006 e, desde então, arrasta-se com direito a promessas descumpridas. A sucessão de fracassos chegou ao cúmulo em 2013, quando as condições impostas no edital do leilão marcado não conquistaram o interesse do mercado, e o comparecimento foi nulo.

Em 2015, a concessão da BR 262 foi colocada em cima da hora no Programa de Logística (PIL) anunciado por Dilma Rousseff em junho. Isso sem falar que nos últimos anos já haviam sido dadas também garantias de recursos do PAC para a duplicação.

Agora, novamente, não há perspectivas para a concessão da rodovia, apenas o anúncio do início para a duplicação do primeiro trecho – cuja licitação teve problemas que se arrastaram judicialmente, assumindo a segunda empresa colocada.

O Espírito Santo reivindica a obra porque a rodovia, principal conexão entre o Estado e Minas Gerais, traz insegurança ao motorista por sua precariedade e traçado extremamente sinuoso. Foram mais de 800 acidentes e 24 mortes em 2015. A estrada também é corredor logístico vital para a economia capixaba, bem como a principal artéria do turismo regional.

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