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PMs que enfrentaram coronel durante ordem de prisão podem ser expulsos

Os militares enfrentaram o coronel quando o oficial dava voz de prisão a Assumção

Confusão no momento em que o capitão Assumção seria preso
Confusão no momento em que o capitão Assumção seria preso
Reprodução

A Polícia Militar abriu processo administrativo que pode acarretar em demissão para cinco soldados acusados de envolvimento em uma confusão no momento em que o ex-deputado federal e militar da reserva Capitão Assumção seria preso, no dia 25 de fevereiro, em meio à greve da PM.

Os militares enfrentaram o coronel Ilton Borges, da Corregedoria da PM, ao lado do 4º Batalhão, no Ibes, em Vila Velha, quando o oficial dava voz de prisão a Assumção, que, na ocasião, conseguiu fugir. Três dias depois, o capitão, um dos acusados de iniciar a greve da PM, se entregou no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG), em Vitória.

VEJA VÍDEO DA CONFUSÃO

Os soldados Marcos Israel Ferreira da Silva, Fernando Januário Cristo, Caio Gumiero de Oliveira, Marcos José Seidel e Heryson Andrade Ladislau Silva, que estão presos preventivamente por envolvimento com a greve, passam a responder a Processo Administrativo Disciplinar de Rito Ordinário (PAD RO) e foram afastados de suas funções, sem direito a benefícios, como escala de serviço extra e gratificação de motorista. A pena do PAD-RO, para policiais com menos de 10 anos de serviço, pode chegar a expulsão da corporação. 

A abertura dos procedimentos foi publicada no Boletim Geral da Polícia Militar desta quinta-feira (12). 

Durante a greve da PM, amigos e familiares dos policiais ocuparam os acessos do quartel, batalhões e unidades da Polícia Militar por 21 dias, o que gerou uma onda de violência em todo o Estado com registro de 200 assassinatos foram registrados no período.

CONVERSÃO

Mais de 270 PADs-RO e Conselhos de Disciplina (para policiais com mais de dez anos de trabalho) foram convertidos na semana passada em Processos Administrativos de Rito Sumário (PAD-RS), com penas mais brandas, mas que podem chegar a prisão de 30 dias. Os PMs que se livraram da expulsão são aqueles cuja investigação, aberta em fevereiro, apontou que não exerceram liderança no movimento grevista.

DIFERENÇAS ENTRE OS PROCESSOS

 PENAL 

Inquéritos Policiais Militares

São casos em que os policiais são investigados por crimes militares, como os de motim ou revolta, e que podem resultar em perda da farda e prisão por até 20 anos.

 ADMINISTRATIVO 

Conselho de Disciplina

Processos abertos para policiais com mais de dez anos de trabalho. A punição pode chegar a demissão da corporação. Nesses casos, as garantias são maiores e eles não podem ser exonerador por um processo simples. O militar é julgado por uma tríade de oficiais

Processo administrativo Disciplinar

Para policiais com menos de dez anos de atuação. A pena pode chegar a expulsão da corporação, no caso dos Processos Administrativos de Rito Ordinário (PAD-RO). Diferente do Conselho, são os policias são julgados por pelo encarregado, que geralmente é um oficial também nomeado por um comandante