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Cais das Artes só em 2019

Licitação para contratar a empresa que vai concluir a obra só sairá em agosto

O Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória
O Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória
Foto: Ricardo Medeiros

Se os novos prazos forem cumpridos, o Cais das Artes ficará pronto com sete anos de atraso. A secretaria de Obras do Espírito Santo quer terminar a construção até meados de 2019, mas ainda nem contratou a empreiteira que vai continuar a obra.

Em janeiro, o governo do estado contratou uma consultoria para avaliar o que já foi construído e definir o que ainda falta para concluir o Cais das Artes.

"A empresa está levantando os remanescentes, ou seja, aquilo que entre o que tinha projetado e o que está executado. Aí você tem uma lista de serviços e preços desses serviços", explica o secretário estadual de Obras, Paulo Ruy Carnelli.

Por enquanto, o atraso da obra vai custar R$ 80 milhões. É quanto o governo do Espírito Santo vai gastar a mais para terminar a obra. Somado ao que já foi o gasto - R$ 126 milhões - o Cais das Artes vai custar mais deR$ 210 milhões.

A Secretaria de Obras não descarta refazer algumas partes da obra. “Tem alguma ferragem exposta sim, que vai precisar de recuperação, mas a gente espera que não seja muito significativo. Esse levantamento que estamos fazendo vai apurar isso também.”

Licitações

Para terminar a construção do Cais das Artes, a Secretaria Estadual de Obras vai contratar duas empreiteiras: uma para gerenciar a obra e outra para executá-la. O secretário Paulo Ruy explica que construções de grande porte precisam de uma empresa gerenciadora.

A licitação para contratar a gerenciadora foi aberta no final de abril. Doze empresas estão na disputa para assinar o contrato de R$ 4,5 milhões. O governo do Estado espera contratar até o final de Junho. Em agosto, será aberta a licitação para contratar a empreiteira que vai executar a obra. Essa etapa pode levar até 90 dias.

Obra

Início e rescisão

A obra começou em 2010 com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012. Mas a construtora que a executava faliu e o contrato foi rescindido em junho de 2012.

Retomada e paralisação

Em maio de 2013, as obras foram retomadas com a contratação de um consórcio e correram até maio de 2015, quando pararam de novo. Em julho, voltaram a prosseguir, mas paralisaram novamente no mesmo mês e não foram mais retomadas. Foram gastos R$ 126 milhões nas duas etapas de obra. O governo anunciou que contrataria outra empresa, a terceira, para finalizar a construção, o que custaria mais R$ 90 milhões. A previsão de era 2018.

Licitação de consultora

Em 2016, foi feita uma licitação para contratar uma empresa de gerenciamento de obra. O valor máximo era de R$ 4 milhões. Envelopes foram abertos, mas a licitação foi anulada em janeiro último.

Licitação de consultora

Em março deste ano, nova licitação foi feita para contratação da gerenciadora com um aditivo, prevendo mais R$ 499.673,87, que se somam aos R$ 4 milhões já previstos. Agora, a Setop diz que a obra será terminada em 2019.

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