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Afinal, a ONU vai mandar refugiados muçulmanos para o Brasil?

Circula nas redes sociais, em forma de vídeo ou texto, a informação de que navios trarão 1,8 milhão de refugiados para o Brasil

Um vídeo que circula pelas redes sociais anuncia a chegada ao Brasil de 1,8 milhão de imigrantes em navios da Organização das Nações Unidas (ONU) vindos da Europa. Eles seriam refugiados muçulmanos que os países europeus "não querem mais". A informação é falsa segundo o Itamaraty e a ONU.

A mensagem tem sido compartilhada por grupos que se opõem à nova Lei de Migração, sancionada em maio pelo presidente Michel Temer. No vídeo, uma tarja na parte inferior mostra nome de um site que se intitula uma "rádio anticomunista pela intervenção militar".

 

A reportagem contactou a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) no Brasil, que negou a informação da chegada de refugiados muçulmanos ao país. O Ministério das Relações Exteriores também afirmou que tudo não passa de boato. 

A Lei de Migração (e não Lei do Imigrante, como diz a mensagem) regula a entrada e estada no Brasil dos migrantes e visitantes e estabelece diretrizes para as políticas públicas voltadas para esse público. A proposta substitui o Estatuto do Estrangeiro, de 1980.

Pela nova lei, só terão autorização de residir no país imigrantes, residentes fronteiriços ou visitantes que já tenham oferta de trabalho, já tenham possuído nacionalidade brasileira no passado, ganhem asilo, sejam menor de 18 anos desacompanhado ou abandonado, sejam vítima de tráfico de pessoas ou trabalho escravo, ou estejam em liberdade provisória ou em cumprimento de pena no Brasil. Todos terão que ser identificados por dados biográficos e biométricos.

A residência será negada se a pessoa interessada tiver sido expulsa do Brasil anteriormente, se tiver praticado ato de terrorismo ou estiver respondendo a crime passível de extradição, entre outros.

No próximo dia 20 deste mês, é comemorado o Dia Mundial do Refugiado.