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"Cadê os Direitos Humanos?", desabafa irmã de empresário assassinado

Emocionada, Amanda Toniato Campana, cobrou das autoridades Justiça para o caso. "Quem vai consolar a minha família agora?", indagou Amanda Toniato Campana

Amanda Toniato Campana desabafou sobre a violência que vitimou o irmão
Amanda Toniato Campana desabafou sobre a violência que vitimou o irmão
Foto: Bernardo Coutinho

A irmã gêmea do empresário Vitor Toniato Campana, de 23 anos, morto com um tiro no peito durante um assalto no início da noite deste domingo (18), no bairro Dom Bosco, em Cariacica, desabafou sobre a violência que vitimou o rapaz.

Emocionada, Amanda Toniato Campana, cobrou das autoridades Justiça para o caso.

"Cadê os Direitos Humanos, quem vai consolar minha família agora", disse, chorando, Amanda.

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Amanda lembrou dos esforços do irmão para se formar em Engenharia Civil e dos frutos do trabalho dele que começavam a ser colhidos.

“Meu irmão não tinha vício nenhum, era trabalhador. Ele se esforçou cinco anos para se formar, agora que estavam vindo os frutos dele, tiraram a vida dele por nada. Meu irmão não teve nem chance de se defender. Foi só um tiro e ele morreu. Meu irmão vai ser só mais um na estatística”, lamentou.

Amanda e o pai deram entrevista na casa onde moram, no bairro Dom Bosco
Amanda e o pai deram entrevista na casa onde moram, no bairro Dom Bosco
Foto: Bernardo Coutinho

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sob investigação e, até o momento, autoria do crime é desconhecida. Denúncias podem ser feitas através do Disque-Denúncia 181, o sigilo e anonimato são garantidos. O caso vai seguir sob investigação da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos.

O crime

Vitor Toniato Campana, 23 anos, morreu com um tiro no peito
Vitor Toniato Campana, 23 anos, morreu com um tiro no peito
Foto: Reprodução/Facebook

O engenheiro civil e sócio de uma construtora, Vitor Toniato Campana, de 23 anos, foi morto com um tiro no peito no momento em que o tio dele era rendido por bandidos armados no bairro Dom Bosco, em Cariacica. O crime aconteceu no início da noite deste domingo (19).

Segundo a Polícia Civil e vizinhos, o tio da vítima foi rendido por assaltantes quando iria colocar o carro na garagem – ele morava no segundo andar da mesma residência que Vitor. Ele já havia saído do veículo para abrir o portão e tinha retornado ao carro.

Nessa hora, Vitor, que tinha ido na casa de um amigo para chamá-lo para ir à igreja, apareceu perto da residência onde mora, na Rua Nossa Senhora Aparecida, e viu a movimentação dos bandidos. O engenheiro correu na direção do tio, os criminosos se assustaram com a presença dele e efetuaram um disparo. Após o tiro, os assaltantes fugiram correndo.

“Os bandidos queriam levar o tio dele junto com o carro. Vitor, ao ouvir os gritos, correu para tentar ajudar. Eu ouvi um tiro e alguém gritando o nome dele. Quando cheguei ao portão, ele estava caído e inconsciente”, relata uma comerciante de 48 anos, que preferiu não se identificar.

O tio de Vitor estacionava o carro na garagem quando foi surpreendido pelos bandidos
O tio de Vitor estacionava o carro na garagem quando foi surpreendido pelos bandidos
Foto: Raquel Lopes

Vitor, que caiu a 20 metros da garagem, foi socorrido pelo tio e por vizinhos, um deles uma médica, e levado na própria caminhonete para o Hospital Meridional, em Cariacica, mas não resistiu ao ferimento.

Perfil

O jovem tinha se formado recentemente em Engenharia Civil e estava trabalhando na área. Morava com os pais, os avós e a irmã gêmea. Ele foi descrito por vizinhos como um menino esforçado, bom e educado.

“Era um menino cheio de sonhos, doce, simpático e quieto. Não dá para entender, é preciso que alguém pague por isso. Atualmente, vivemos com muita insegurança no bairro”, comenta a dona de casa Elizeth Lacerda, de 70 anos.

Entrevista

"Fizemos o possível para salvar a vida dele", diz comerciante

Uma comerciante de 48 anos, que preferiu não se identificar, contou como foi a ação dos bandidos. Ela, que viu Vitor crescer no bairro, disse que ele era um menino educado, responsável e bom.

O que aconteceu?

Eu estava em casa e logo comecei a ouvir uma discussão. Em seguida, ouvi um tiro e alguém gritando o nome de Vitor. Quando cheguei ao portão, ele estava caído e inconsciente.

Vocês tentaram socorrê-lo?

Minha irmã é médica e prestou os primeiros socorros. Minha irmã, o tio dele e eu levamos Vitor ao hospital. Fizemos o possível para tentar salvar a vida dele.

Como você se sentiu?

Foi desesperador. Eu moro nesse bairro há anos e vi Vitor crescer. Ele se formou em dezembro e estava começando a vida. Um menino educado e muito bom. Perdemos ele devido a falta de segurança, a rua está muito perigosa, estamos abandonados pelo poder público. Eu mesma fui assaltada três vezes.

Com informações de Raquel Lopes

 

 

 

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